Cubo Mágico

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Programação do FIT 2009

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A organização do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, o FIT, prometeu a programação oficial para 17 de junho, mas ainda não soltou no site. Achei no Rio Preto Te Despreza o link para a grade, que, vai saber, pode nem ser a oficial. Mas, como é o que temos, acreditamos.

grade_fit2009

Já vi a maioria das peças aqui em SP – Rainhas, Senhora dos Afogados, Caminho para Meca, Eldorado, Comunicação a uma Academia. Mas OK, vou ver de novo, o FIT é o FIT.

Meus posts do ano passado sobre o festival:

17/7/08 • O mundo inóspito leva à guerra, inclusive dentro de casa

16/7/08 • A burocracia gera loucos que nos salvam da burocracia

15/7/08 • a luz apagou antes da hora

9/7/08 • Respirar teatro é pouco perto do que acontece no FIT

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Written by Lucas Pretti

junho 20, 2009 at 19:18

uma peça por conta da casa

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Isto é um post-convite.

Estou participando da peça Por Conta da Casa, de Sergio Roveri (prêmio Shell 2006 – melhor autor), que estreia na internet nesta semana. Faz parte do repertório do projeto Teatro Para Alguém, o primeiro teatro virtual do país. Só por causa disso já vale a visita. Caso se empolgue, espere online pela SEXTA-FEIRA, DIA 24, às 22 HORAS. Apresentaremos a peça AO VIVO. São 30 minutos de duração. É só clicar aqui: www.teatroparaalguem.com.br.

Veja o flyer da peça:

Por Conta da Casa - flyer

E a programação de abril/maio do Teatro Para Alguém:

programação Teatro Para Alguém

Se você perder a peça ao vivo, não tem problema. É só entrar no site quando puder e assistir a versão gravada. Aproveite e siga a gente no Twitter (http://twitter.com/teatrotpa) e assine nosso canal do YouTube (http://www.youtube.com/teatroparaalguem).

FICHA TÉCNICA

‘POR CONTA DA CASA’
Texto: Sérgi Roveri
Diretor: Zeca Bittencourt
Diretora-assistente: Tatiana Guimarães
Elenco: Lucas Pretti e Zemanuel Piñero
Diretor de fotografia: Nelson Kao

SINOPSE: Um cliente estranho e armado entra de madrugada em um boteco sujo no centro da cidade, em que já não há mais nenhum freguês. Ali dentro, o garçom, que já estava se preparando para fechar a casa, passa a ser ameaçado pelo cliente. Calado, o garçom ouve do visitante todo tipo de insulto e torna-se vítima de suas ameaças físicas também — até que toda verborragia do freguês revele suas verdadeiras intenções.

ESTREIA – SEXTA, 24/4 – 22h

Até sexta!

Zoológico, Rosa e outras coisas

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Já ouvi dizer que SP tem uma média de 650 espetáculos teatrais encenados por ano. Uma matéria até recente da Beth Néspoli no Caderno2 traz um número tb, prometo procurar e atualizar isso aqui. Estou dizendo isso para questionar e pensar sobre o critério usado por guias e cadernos de cultura para indicar espetáculos, sejam os veículos independentes ou empresas de comunicação. Quando um é mais importante que o outro?

Foi pensando nisso que eu vi a lista do UOL. Só o fato de um portal falar de teatro já é muito louvável, é mais chance de as pessoas lerem sobre isso. Aí é que está justamente o problema: ler o quê? São 17 as indicações do UOL. Veja neste link. Não quero julgar o mérito das peças, mas o que explica O Zoológico de Vidro estar de fora, por exemplo? É a volta da Cássia Kiss aos palcos de SP com um texto foda do Tennessee Williams, dirigida por Ulisses Cruz no Sesc Anchieta (um palco bem foda). Dá pra dizer que o leitor do UOL foi mal informado.

3 peças para ver em janeiro

Cenas de 'O Zoológico de Vidro' (divulgação), 'Calígula' (Lenise Pinheiro) e 'Entre Divas e Senhoritas' (divulgação)

Falando em O Zoológico…, vale a pena principalmente para quem viu Rosa de Vidro no ano passado, que passou pelos Satyros e pelo CCSP. Foi uma delicada e sensibilíssima direção do Ruy Cortez para o mesmo texto do Tennessee e deu visibilidade a uma atriz que promete, a Júlia Bobrow. Depois da peça ela já foi convidada para Liz, também dos Satyros, e para a minissérie Além do Horizonte, que o Rodolfo García Vazquez dirigiu para a Cultura.

É uma delícia comparar montagens do mesmo texto. Não pelo julgamento, claro, isso é o de menos. É bacana identificar propostas artísticas diferentes, recortes, opções e intenções dos atores na interpretação, da direção, caminhos diferentes tomados por cada montagem. Às vezes detalhezinhos podem dar outro entendimento de determinada fala, gesto, e tocar o espectador que, em tese, já sabia o que aconteceria. Essa é a graça de remontar clássicos e de adaptá-los a situações de hoje (não é o caso de O Zoológico, mas, por exemplo, de Os Bandidos, no Oficina, e do Hamlet do Wagner Moura).

Falando nisso, ele reestreia no dia 16. Outras peças imperdíveis para janeiro são Calígula (ainda não vi), Navalha na Carne e Rainha[(s)].

Estou falando de tudo isso porque hoje, sexta-feira, é oficialmente a volta do calendário teatral paulistano, quando muita coisa estreia e reestreia. Mais duas coisas: 1) uma forcinha pra amiga de uma amiga, a Priscila Nicolielo, novíssima dramaturga que terá um texto encenado no CCSP a partir de hoje, o Entre Divas e Senhoritas. E, 2), quem anda de metrô viu anúncios da nova peça de Eri Johnson, Eri Pinta e Johson Borda, sobre a “trajetória” dele mesmo. Tire o ego da história. O que sobra no espetáculo?

Tá. Ficou puto com minha ironia sobre o teatro caça-níquel? Então mais uma indicação, meio velha mas que vale a pena ser lida: o texto do Marcelo Médici questionando o que de fato é o tal teatro comercial e denunciando a corrupção nos editais para financiar peças de teatro. Aqui.

Written by Lucas Pretti

janeiro 9, 2009 at 3:31