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Todas as críticas oficiais do FIT, só que ‘abertas’

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Acabei de abrir outro blog, temporário e com a intenção de arquivar material para consulta eterna. É o Painel Crítico – FIT 2009, com as críticas oficiais do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto.

lay-out Painel Crítico

A descrição (original aqui):

Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT) se diferencia dos demais por oferecer ao público especializado ou não um painel de críticas de todos os espetáculos selecionados – então, além de vitrine de espetáculos, o festival se propõe realmente a discutir linguagem, estética, influências e a temática do teatro contemporâneo brasileiro e internacional.

Mas…

Todas as críticas ficam fechadas no site do festival. Não tem nem como fazer referência aos textos e colocar links, quanto mais pensar em comentá-las. O site todo é péssimo, desenvolvido em flash com mil movimentos em cada item e usabilidade sofrível.

Abro este blog para abrir também as críticas do festival, para poupar a organização dos comentários negativos sensatos de sempre: a classe teatral só discute entre si e as peças e todo o debate em torno delas são herméticos por natureza.

Quem sabe não sirva também para apresentar a internet ao FIT – ferramentas gratuitas, integradas, aberta a comentários, participação do público e acessibilidade. Não adianta discursar sobre interatividade e as “instâncias da subjetividade” (o “conceito” do FIT 2009) com um site como este: www.festivalriopreto.com.br.

Aproveitem, comentem e espalhem os textos de Clóvis Massa (Porto Alegre), Lúcio Agra (São Paulo), Luiz Marfuz (Salvador), Maria Beatriz de Medeiros (Brasília), Kil Abreu (Santo André) e Walter Lima Torres (Curitiba).

Estou acompanhando o FIT desde sábado (18) e fico até o próximo (25). Logo posto impressões sobre as peças. Elas são só um dos motivos que me trazem a Rio Preto – tem também os amigos, a cerveja, o calor e as férias.

Written by Lucas Pretti

julho 20, 2009 at 18:15

Pelo direito de não gargalhar de tudo

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Não adianta só colocar no Coisas Lidas aqui ao lado. O texto que Sergio Roveri publicou nesta semana é obrigatório por ser arrebatador. É arrebatador pela urgência, realismo, lucidez e pelas mãos atadas:

Pelo direito de não gargalhar de tudo

O finalzinho:

Se alguém é capaz de gargalhar – estou ressaltando: o verbo é gargalhar – diante da imagem de uma mãe que viu seu bebê de seis meses morrer queimado, então eu já não sei mais para quem ou o quê devemos dedicar aquelas poucas lágrimas que não temos vergonha de exibir em público. Temo pelo futuro do teatro, sinceramente. Cresci ouvindo a ameaça de que a tevê e o cinema um dia o destruiriam. Acho que não: o grande inimigo do teatro são aqueles que, impiedosamente, saem de casa noite após noite para pisotear a máscara da tragédia.

Written by Lucas Pretti

janeiro 31, 2009 at 15:31

Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval

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Alguém acompanhou a “discussão” entre o Caetano Veloso e o Jotabê Medeiros, repórter e crítico de música do Estadão? Já faz um tempinho, mas vale postar aqui porque gera uma puta reflexão sobre o papel da crítica, a eventual arrogância de artistas e o jogo de poder que circunda a cultura deste país.

Resumindo: o Jotabê escreveu esta crítica no Caderno2 sobre o show do Caetano e do Roberto Carlos em comemoração à Bossa Nova (aliás, nenhum deles fez parte do movimento). O Caetano respondeu no blog dele com este post. Bateu mais ainda com este outro post. O Jotabê replicou uma, duas e três vezes. E o Caetano treplicou.

A argumentação de ambos é rica, bem escrita e traz muitos elementos para destruir tanto jornalistas que cobrem cultura quanto artistas que se acham totens. Leia.

Falando em crítica, vale muito a pena ver estes dois textos também:

Yan Michalski – “O declínio da crítica na imprensa brasileira”
aqui

Sérgio Sálvia Coelho – “O crítico pós-dramático: um alfandegário sem fronteiras”
parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5

Aliás, o Sérgio anunciou anteontem que deixou o cargo de crítico de teatro da Folha para voltar a dirigir. O texto que eu brinquei de encenar no FIT 2006, o Uroborus, é dele. No FIT deste ano, ele provou pros loucos do +zero que manja também de futebol. Boa sorte, cara.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “sérgio salvia coelho entra em espiral…“, posted with vodpod

Written by Lucas Pretti

setembro 28, 2008 at 23:56

Notas rápidas sobre blogs, filme e livros

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A Época publicou nesta semana uma matéria grande sobre blogs e literatura, com enfoque em duas coisas sobre as quais já escrevi aqui (1 e 2) e lá no Estadão, o filme Nome Próprio e o projeto Estrangeiros. A Daniela Abade tinha comentado comigo que conversou com a Gisela Anauate uma semana depois que me deu entrevista, há uns dois meses. Gostei do “gancho” da revista – “Nome Próprio captou o fenômeno dos blogs. Mas eles já mudaram. No lugar do narcisismo, está nascendo uma nova literatura”. Um resumo feliz (se bem que muita gente da panelosfera está mais narcisa do que nunca e só pensa em grana).

Engraçado como Nome Próprio provocou e ainda provoca discussões. A Clarah Averbuck não se decide sobre apoiar ou não o longa baseado em suas obras (ela é contra aqui e se diz mal interpretada aqui). Os blogueiros, em tese retratados no filme, detestaram. Escritores da nova geração, em tese na mesma onda da clara, também criticaram. Leitores e fãs da obra de Clarah ficaram divididos. Críticos de cinema louvaram a qualidade técnica de Murlo Salles e a atuação de Leandra Leal, a única unanimidade da história. Minha opinião está aqui.

Voltando à literatura, a Daniela fez um comentário pertinente outro dia. Disse que “aparecem” na imprensa apenas novos escritores que ousam e arriscam na forma, não no conteúdo. A pauta nunca é “o que” eles estão escrevendo e sim “como” estão. Uma visão a se pensar sobre.

Falando em escritores, na terça-feira tem churrascão na Mercearia São Pedro para relançamento da Antologia Bêbada, dessa vez com projeto gráfico do Dulcinéia Catadora (o nome desse projeto sempre me lembra a Estamira). Quem não sabe o que é clique aqui — e pense sinceramente em ir. Será divertido.

Falando em escritores 2, linda a manifestação do João Ubaldo Ribeiro sobre o Prêmio Camões, que ele ganhou. Falou alguma coisa nessa linha: “Se fosse dizer que não estava esperando ganhar, estaria mentindo. Eu mereço”. Matou a pau. Modéstia, em algumas muitas vezes, é hipocrisia.

Written by Lucas Pretti

julho 28, 2008 at 2:35

Publicado em Cinema, Internet, Livros

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