Cubo Mágico

aqui tinha artes, teatro, cultura digital e crônicas contemporâneas

Archive for the ‘Tecnologia’ Category

cinema ao vivo

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Fiquei meio frustrado a primeira vez que ouvi falar do Cinema Vivo, na semana passada, porque não os conheci a tempo de divulgar o projeto na matéria sobre teatro digital que publiquei outro dia no Estadão. Mas tudo bem, uma pena, mas foda-se. Pouca gente deve ter lido mesmo. O projeto é tão legal que torço para não precisar da babação da grande imprensa.

A ideia é parecida com a do Teatro Para Alguém, mas voltada para o cinema. Eles vão fazer um filme ao vivo, o Fluidos. As pessoas sentam na sala de cinema, as projeções começam, com cortes, edição, efeitos sonoros etc., mas tudo ao vivo. Os atores estarão em três ou quatro locações ao redor do CCSP e as imagens serão transmitidas pela internet. O que é isso se não teatro ao vivo, como a gente faz, mas com outras regrinhas? Muito boa ideia. Contemporânea. Dialoga com o cerne do teatro digital que discuti na matéria e engrossa o coro de artistas ligados a tecnologia, explorando limites, possibilidades.

cartaz de 'Fluidos'

Certamente fazer um filme ao vivo (ou uma peça, como nós no TPA) não é o mais longe que pode chegar o efeito da internet nas artes performáticas e audiovisuais. Mal é um primeiro passo. São os artistas entendendo o que têm nas mãos. Para daí sim ultrapassar a barreira do suporte/formato para chegar à alguma maturidade de linguagem.

O site dos caras – www.cinevivo.com.br – é um blog. Dá pra acompanhar um pouco do processo de criação por lá. Direção de Alexandre Carvalho.

A exibições ao vivo serão nos diaas 16, 24 e 30 de maio, lá no CCSP, às 14h. Bilheteria abre uma hora antes (a velha mania de não vender a porra dos ingressos pela internet. Quando Sesc e CCSP vão acordar pra isso?).

Vai ser legal.

Written by Lucas Pretti

abril 26, 2009 at 17:39

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File 2009

Do File 2009. Aberto para inscrições.

O que é o File? Aqui.

Written by Lucas Pretti

janeiro 27, 2009 at 20:00

resumindo, falta pólen

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Estou participando/cobrindo a Campus Party. A conexão de 10 Gbps é realmente incrível, embora instável — foram 7 filmes pro bolso em 5 horas. Resumi no Twitter minhas nem tão boas impressões:

a #cparty tem suas qualidades, mas dois defeitos gravíssimos: falta feromônio, pólen, libido. e cerveja. é tudo mto certinho, credo.

Ainda acho isso. E mais umas coisinhas. Veja abaixo.


E acompanhe os comparsas de luta no blog.


Written by Lucas Pretti

janeiro 21, 2009 at 13:52

Publicado em Internet, Tecnologia

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Written by Lucas Pretti

janeiro 5, 2009 at 16:31

Publicado em Auto-jabá, Cinema, Tecnologia

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‘Com o tempo, também não houve mais interesse’

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Dei uma entrevista sobre Second Life para o TCC de uma estudante de jornalismo de São José dos Campos. Tudo bem que, um ano depois, talvez não seja a melhor hora para estudar o tema. Mas é a velocidade da academia. Veja as respostas.

1) Você foi contratado especialmente para trabalhar como jornalista dentro do SL ou você já trabalhava na mesma empresa? Se já, como foi essa mudança entre ser um jornalista no mundo real e passar a ser no virtual? Sim, fui contratado especialmente para atuar dentro do SL. Na prática, não houve tanta mudança. Os conceitos jornalísticos e a técnica se mantêm em qualquer que seja a área (ou o mundo) de cobertura. No SL também é necessário saber o que é notícia, quais os aspectos éticos ali implicados e o que está em jogo na divulgação pública de informações. Muda só a plataforma. Muita gente hoje, no jornalismo convencional, usa o MSN para fazer entrevistas. Qual a diferença para o chat do SL a não ser o universo 3D? Nenhuma.

2) Como foi sua experiência dentro do Second Life e quando criou seu avatar? Está atuando ainda dentro do metaverso? Criei meu avatar bem antes de ser contratado para trabalhar lá dentro. O interesse inicial foi a diversão e um sentimento típico de “early adopter” – usar a novidade assim que é lançada, comportamento que tenho até hoje com serviços e produtos digitais. A experiência lá foi como a de muitos usuários: fui atrás de dinheiro e de formas de gerar conteúdo colaborativo relevante. Fiz algumas reportagens para um outro jornal em que trabalhava, o Diário da Região, em S.J. do Rio Preto/SP, passei a colunista de internet e SL e, depois, fui chamado pelo Estadão. Hoje, não atuo mais no metaverso como jornalista.

3) Quanto tempo fica online dentro do SL? Hoje, nem um minuto. O SL não faz mais parte da minha vida.

4) Usava seu avatar somente para o trabalho ou também como finalidade de jogar? Depois de contratado pelo jornal, só usei meu avatar com finalidade de trabalho. Não por causa de qualquer orientação nesse sentido, mas porque não dava mais tempo de “jogar” (embora não fosse um jogo propriamente dito). Com o tempo, também não houve mais interesse.

5) Sente realmente que viveu uma segunda vida dentro do SL? Não. Tenho uma opinião um pouco radical sobre isso. Muito pouca gente viveu de fato uma segunda vida lá – e, se diz que viveu, na minha visão está iludido com o formato. Simplesmente não há uma segunda vida a ser vivida. Daí veio muito do fracasso que hoje se vê no SL. Pensar o programa como uma tentativa de colocar a terceira dimensão na internet ou até de compartilhar conhecimento é mais justo e útil do que imaginar que ele serve para as pessoas se recriarem e buscarem outros sentidos para a vida. Eu teorizo melhor sobre o assunto numa reportagem grande no Link de 7/jan: https://cubomagicoblog.wordpress.com/2008/01/07/a-segunda-vida-ja-era-o-que-vem-agora/

6) Na sua opinião, o que leva as pessoas a criarem uma segunda vida através da internet e por que elas estão deixando de viver em sociedade para ficar na frente de um computador interagindo com outras virtualmente? Elas não estão deixando de viver em sociedade para ficar na frente de um computador. Quem faz isso (são pouquíssimos) tem certamente problemas de ordem psicológica (timidez excessiva, fobia social ou algo do gênero). O Hospital das Clínicas, em SP, mantém inclusive um programa para viciados em internet. O Second Life não deu certo justamente por isto: não há uma segunda vida a ser vivida. Falei disso na resposta anterior.

7) Como profissional de comunicação quais as vantagens que uma segunda vida pode trazer para a sua área de atuação? No meu caso, pensando de forma imediatista, trouxe um emprego. Mas que logo se mostrou inviável – por isso busquei outros caminhos no jornal, até chegar ao Link. Hoje, acho que não há vantagens específicas para um jornalista usar o SL. Profissionalmente falando. Mesmo porque, em 2008, o assunto sumiu do agenda-setting.

8 ) Quais as funções que exercia dentro do SL? Como é seu personagem? As características dele são as mesmas que as suas ou você criou um personagem literalmente? Eu era repórter. Buscava notícias em blogs, eventos e outras fontes lá dentro para depois publicá-las no jornal Metanews, atualizado diariamente. Eu também editava o jornal. A aparência do meu personagem nada tem a ver comigo na vida real, mas o modo de agir, comportamento e visão de mundo são indissociáveis. A não ser no caso dos atores profissionais (digo isso porque também estudo teatro e interpretação dramática), ninguém consegue manter uma outra personalidade online 100% do tempo – por isso acredito não haver personagens, mas representações de nós mesmos.

9) Qual foi a intenção da empresa onde você trabalha ao querer colocar um jornalista dentro desse universo? Foi uma estratégia de marketing. Quando o SL estava no auge, no primeiro semestre de 2007, seria interessante para a marca “Estadão” ser vinculada a iniciativas digitais – um momento em que a empresa buscava contornar o gap que tinha em internet. Tanto é que logo depois houve a reformulação do estadao.com.br, o lançamento do Limão e do Território Eldorado. Outros produtos devem vir até o final deste ano (um deles aqui). Quem pode falar melhor sobre isso são os profissionais da área de Mercado Leitor do Grupo Estado.

10) Você fez muitas amizades dentro do SL ou manteve só contatos profissionais? Nenhuma amizade. Só contatos profissionais que, hoje, não existem mais, visto que já não atuo no SL.

Written by Lucas Pretti

outubro 15, 2008 at 22:07

Link, 6/10

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Written by Lucas Pretti

outubro 6, 2008 at 19:10

Prediction is difficult, especially about the future

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O blog do Cézar Taurion trouxe ontem uma lista de previsões futurísticas absurdas, que se mostraram MUITO erradas com o passar do tempo. Por isso o título célebre do post, dito por Niels Bohr, um dos inventores do átomo:

  • “Quando a exposição de Paris se encerrar, ninguém mais ouvirá falar em luz elétrica.” (Erasmus Wilson, Universidade de Oxford, 1879)
  • “A televisão não dará certo. As pessoas terão de ficar olhando sua tela, e a família americana média não tem tempo para isso.” (The New York Times, 18 de abril de 1939, na apresentação do protótipo de um aparelho de TV)
  • “A teoria do germe de Louis Pasteur é uma ficção ridícula”. (Pierre Pochet, professor de Fisiologia em Toulouse, 1872)
  • “É completamente impossível a substituição dos nobres órgãos da fala por um insensível e ignóbil metal”. (Considerações de Jean Boillaud, da Academia de Ciência Francesa, sobre o fonólogo de Thomas Edson, 1878)
  • “O cinema será visto por algum tempo apenas como uma curiosidade científica, pois não possui nenhum futuro comercial”. (Auguste Lumiere, 1895, sobre seu próprio invento)
  • “O raio-x é um engano”. (Lord Kelvin, físico líder da Sociedade Científica Real Britânica, 1900)
  • “Eu me recuso a acreditar que um submarino faça algo mais do que mergulhar no mar e sufocar sua tripulação.” (H. G. Wells, escritor britânico, 1902)
  • “O avião é um invento interessante, porém não vi nenhuma aplicação militar nele.” (Marshal Ferdinand Foch, Faculdade de Estratégia da Escola de Guerra Francesa, 1911)
  • “Até julho está fora de moda.” (Variety Magazine, sobre o rock’n roll, março de 1956).
  • “O filme sonoro é um evento recente que irá permanecer apenas por uma temporada.” (American Cinematographer Magazine, 1900)
  • “Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa.” (Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipament Corp., 1977)
  • “Where a calculator on the ENIAC is equipped with 18.000 vacuum tubes and weighs 30 tons, computers in the future may have only 1.000 vacuum tubes and weigh only 1,5 tons.” (Popular Mechanics, March 1949)
  • “I have traveled the length and breadth of this country and talked with the best people, and I can assure you that data processing is a fad that won’t last out the year.” (The editor in charge of business books for Prentice Hall, 1957)
  • “There is practically no chance communications space satellites will be used to provide better telephone, telegraph, television, or radio service inside the United States.” (T. Craven, FCC Commissioner, in 1961)
  • “Who the hell wants to hear actors talk?” (H. M. Warner, co-founder of Warner Brothers, 1927)

Sensacionais!

    Written by Lucas Pretti

    outubro 6, 2008 at 17:32