Cubo Mágico

aqui tinha artes, teatro, cultura digital e crônicas contemporâneas

Archive for the ‘Achados’ Category

O torso negro e a taturana

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Não é belo quando arte, natureza e acaso se unem? A taturana sabia exatamente o lugar dela na escultura Torso Negro, de Vera Torres, em frente ao teatro do Memorial da América Latina, naquele domingo de ventos fortes, que tirei o fim da tarde para assistir Medea.

O torso negro e a taturana

Written by Lucas Pretti

março 17, 2009 at 2:58

Uma revista de teatro

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A editora Lazuli lançou em São Paulo no meio do mês a revista Teatro EnCena. É a primeira que eu conheço com o conteúdo voltado totalmente a teatro e artes cênicas. O lançamento foi lá no Parlapatões, inclusive porque no conselho editorial está o diretor deles, Hugo Possolo. O diretor da Lazuli, Miguel de Almeida, que assina a publicação e também faz matérias, se uniu a gente com algum poder no meio pra viabilizar a revista. Custa R$ 10,90 e será bimestral.

revista Teatro EnCena

O projeto me agradou. A primeira edição tem uma grande reportagem sobre os 50 anos do Oficina, uma entrevista estilo Caros Amigos (vários entrevistadores não necessariamente jornalistas) com Juca de Oliveira, matérias grandes sobre Victor Garcia e o grupo Ornitorrinco, além de um especial com fotos do Pia Fraus. Fora isso, a revista traz as seções Primeira Fila, com entrevistas de atores/diretores/autores de espetáculos em cartaz, e Respeitável Público, sobre as platéias.

A maior parte do conteúdo é formada por entrevistas, tipo pergunta-resposta (na primeira edição tem Milton Hatoum, Sábato Magaldi, Luís Melo, Fernando Bonassi, Zé Celso). Isso é bom, a meu ver, porque o teatro tem mais verdade abertas do que certezas fechadas – e reportagens autorais quase sempre deixam algum rastro ideológico. Já que é para fazer jornalismo, que se tire o jornalista do meio. Tavez seja um caminho, além de ficar mais gostoso de ler.

Antes de vc perguntar, a EnCena não está LOTADA de anunciantes, como era de se desejar. A maioria é do governo do Estado e Sesc, além de Livraria Cultura, Livraria da Vila e de alguns grupos e peças. Tomara que não desistam e façam as próximas edições existirem.

Achei o formato bem legal. Principalmente pq favorece as matérias. Seria difícil que um texto de um repórter qualquer sobre Juca de Oliveira terminasse tão rico quanto a entrevista pura e simples. Leia dois trechos e avalie se, só eles, já não valem os R$ 10,90:

O teatro, na verdade, nasceu da religiosidade. Ele nasceu no templo. Quando você pega uma manifestação de índios em volta da fogueira, eles estão representando uma peça de teatro. Só que não é de centenas de séculos, como no caso de Aristóteles, é de milhares de séculos. E esses ritos são tão teatrais que têm enredo, figurino, maquiagem, canto, dança, fala. E que representação é essa? É aquela por meio da qual eles conjuram os demônios e pactuam com os deuses para que, no dia seguinte, a caça e a pesca sejam benfazejas. E hoje é a mesma coisa. As pessoas vão ao teatro porque elas querem pactuar com os deuses e conjurar os demônios, para que amanhã dê certo a guerra do trânsito, a caça do dinheiro, para que elas fiquem em paz, para que aquilo [o teatro, a arte] consiga conciliá-las com as fantasias que elas precisam viver também. É muito parecido. Nós devemos cultuar alguém. Eu cultuo as musas. Acho que os deuses são terríveis e extremamente vingativos. Eu vejo que essa trajetória minha de sair da Globo tem muito a ver com religião. Por que um cara faz esse caminho?

Um outro problema muito interessante era o seguinte: eu vinha tanto da escola [da EAD] quanto do TBC, um teatro de palco italiano, e caímos no Arena, que é um círculo muito pequeno e com um cenário ainda — o Flávio Império fazia cenários nesses espetáculos. Você contracena do lado do espectador, contracenava-se muito nos corredores, e isso significa representar literalmente do lado da pessoa que está na platéia. E você fala, briga, etc. do lado do cara que está sentado ali, dava para ouvir a respiração dele. Isso em todas as fileiras, de cima a baixo. Outro problema: como você está num espaço de três dimensões e não de duas, como no palco italiano, você fica no meio. O espectador começa a fazer parte. Eu, Guarnieri, Miram Muniz, Isabel Ribeiro ali, e as pessoas que estão sentadas na primeira fileira juntas, com o pé dentro do palco. Isso muda absolutamente a relação, fica tudo orgânico, comestível. O realismo fica elevado às últimas conseqüências. Aumenta a necessidade de buscar verossimilhança, credibilidade absoluta naquilo que se fazia, sem nenhuma possibilidade de você “representar”, você tinha que procurar viver no limite para que tudo fosse convincente. Há uma briga e o personagem chora, a lágrima cai no colo do espectador. Não existe faz-de-conta. Aliás, nós não inventávamos nada, estávamos apenas aplicando o Stanislavski, de forma mais moderna, através do Actor’s Studio.

Quer mais? Tome Ugo Giorgetti:

Hoje, contudo, meu amor pelo teatro é ainda mais forte porque ele recompõe minhas forças exauridas por um cinema que se transforma mais e mais num brinquedo, num quebra-cabeça para técnicos tristes, concebido para pessoas com habilidades manuais e tendência para desmontar chuveiros.

Written by Lucas Pretti

dezembro 28, 2008 at 23:27

Origami, um blog

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A revista Origami Mag lançou um site em formato de blog. Eu tinha criticado o fato de uma revista tão bacana, gratuita, descolada e com alguma independência apesar dos anunciantes ainda não ter chegado à web. Volto atrás na crítica, então.

Blog da revista Origami

Como era de esperar, os caras disponibilizam o conteúdo inteiro de edições antigas da revista. Cada página é um jpeg. Podia ter tudo em PDF pra download, não? E as edições atuais. Qual seria a diferença, já que a revista não é vendida?

Bom, de qualquer forma, vá lá: http://origamimag.wordpress.com

[Posts relacionados: Origami, uma revista e Origami, uma senhora revista]

Written by Lucas Pretti

dezembro 3, 2008 at 16:05

Publicado em Achados, Internet, Jornalismo

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Web lisérgica

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Poucas vezes vi algo tão nonsense e alucinógeno na internet quanto o site Bucleta.com, que conheci nesta semana. Não sei a origem. Não sei se dá barato ficar navegando. Também não sei para quê serve. Mas é bem legal… Acho que são basicamente as mesmas motivações para as pessoas usarem drogas, não?  = ]

Written by Lucas Pretti

junho 28, 2008 at 13:58

Publicado em Achados, Internet

Tudo acaba, leitor; é um truísmo

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Dia dos Namorados é uma data imposta, comercial, que passa uma idéia de família católica e tudo o mais que o discurso coerente dos libertários dá conta muito melhor do que eu. Concordo com eles. Mas é inevitável parar para um balanço sentimental no dia 12 de junho. Por isso, impossível não recomendar um texto da revista Trip deste mês, assinado pelo escritor, dramaturgo e ator Mário Bortolotto, que mantém o blog Atire no Dramaturgo.

O pessoal da editora convidou o Mário para fazer como no filme Flores Partidas: procurar e rever antigas mulheres/namoradas com o intuito de descobrir o porquê de as relações acabarem. Idéia linda, executada mais lindamente ainda. O texto de Mário é informal, precioso, poético e cético nos momentos certos.

Ao contrário do personagem do filme, ele escolheu presentear as antigas companheiras com CDs. Daí o título do texto “Faixas riscadas”.

Veja dois trechos perturbadores:

Acho que, por mais que tenha tentado obstinadamente me relacionar bem com alguém, tenho mesmo esse jeito que muitas mulheres me esfregaram na cara entre impropérios e pratos arremessados pela cozinha: “Você quer ficar casado e levar vida de solteiro”. Quando elas dizem isso não estão se referindo exatamente a traições nem a festas infindáveis com mulheres das mais variadas etnias. Apenas a porres homéricos e intermináveis madrugadas adentro, uma solidão devastadora e uma falta de companheirismo alardeado por elas ad nauseam.

Então, sentado mortificadamente sozinho lá no chão da kitchenette ouvindo Furry Lewis, fiquei pensando que seria uma oportunidade não exatamente para acertar contas com o passado (acho isso solene demais), mas talvez resgatar velhas baladas para um iPod de última geração. E deixar as faixas riscadas tocarem, simplesmente porque, debaixo de todo o ruído, ainda é possível ouvir a canção.

Link direto aqui.

É um tanto egotrip, claro. Mas o que é a vida se não o cruzamento de viagens individualistas que, vez ou outra, dá num negócio entorpecente delicioso que chamamos de amor?

[Post relacionado: Livro antes]

Written by Lucas Pretti

junho 12, 2008 at 20:29

Publicado em Achados, Epifania, Família

Origami, uma senhora revista

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Volto a um assunto já tratado neste blog – uma nova revista editada em Jundiaí, no interior de SP, que chamei de “coisa cheirando a nova” no lançamento, em dezembro do ano passado. É a Origami Mag. A justificativa pela repetição de tema é o impressionante crescimento da publicação em tão pouco tempo. De um papel grande dobrável (daí o nome origami), hoje são 70 páginas (24 delas de anúncios) impressa em papel couché (caríssimo para quem não conhece coisas gráficas).

Fico pensando qual seria o segredo. Há pelo menos duas pistas – a primeira comercial e a segunda “filosófica”.

Vagner Lima, um dos publishers, é o homem do marketing, da grana. Ele não saiu do zero em contatos publicitários; é dono do MilkShakespeare Café Bistrô, de intensa penetração no universo cultural e descolado da cidade (exatamente o público da Origami). Não é tão difícil convencer anunciantes quando há credibilidade em jogo.

Além de credibilidade, sente-se honestidade na revista (algo um pouco em falta fora do universo independente blogueiro). Alguma coisa de não se deixar levar pelo comercial. A sensação de que, se os anúncios não estivessem ali, tudo bem, o pessoal faria do mesmo jeito, com o mesmo empenho, porque não é a grana que move. Empresas se interessam em patrocinar coisas assim. E “famosos” topam fácil unir a imagem a esse conceito – vide a roqueira Pitty, com uma entrevista bastante sincera na última edição.

E os leitores? Bem, a revista é gratuita (ponto pra eles). Então quem não se interessa em dar uma folheada e se deixar ser fisgado? Só há ainda um problema grande. O endereço www.origamimag.com.br só tem um aviso de “very soon” (no Orkut, são 78 membros na comunidade da revista). Pessoal, venham logo para a web. Isso não quer dizer tanta coisa, mas o post abaixo indicado, sobre o lançamento, foi o segundo mais acessado da história deste Cubo Mágico.

[Post relacionado: Origami, uma revista]

Written by Lucas Pretti

maio 26, 2008 at 1:59

Sem assunto jamais

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puxaconversa.jpg

Na linha “gadget comportamental”, muito boa a indicação de presente da seção Boas Compras desta semana da Vejinha. Só tem na Siciliano (ou seria Saraiva, já que as duas livrarias agora são uma só?) o joguinho Puxa Conversa, feito por Cristy Clarke. São cartões com 135 perguntas como “Qual sua melhor lembrança da infância?” para amigos não ficarem sem assunto. Bonitinho. Segundo a revista, só se compra no Morumbi Shopping, por R$ 29,90, mas a gente que é pobre e “wébico” encontra por R$ 23,90 no site da Siciliano ou R$ 23,92 no Submarino.

É mais simpático e menos sacana que o clássico “jogo da verdade”. Mas isso é bom ou ruim?

Written by Lucas Pretti

março 11, 2008 at 0:38

Publicado em Achados, Urbanidades

O mundo é real

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Se há uma característica da internet mais importante que a possibilidade de comunicação ágil, formação de redes sociais etc., é a capacidade de armazenamento de informações. Essa introdução toda chata uso para dizer que soube só agora de um post do Alexandre Inagaki de dezembro de 2005, falando de uma tirinha apócrifa do Calvin que circulava na web na época. Um fã do personagem criado por Bill Waterson fez o que seria realmente a última história – o dia em que ele deixa de ver Haroldo como um tigre vivo. O fim da magia. Veja:

calvinapocrifo.gif

É incômodo pensar em quantos lares com crianças hiperativas isso realmente aconteceu. A mãe buscaria ajuda médica/terapêutica, censuraria as criações do filho, moldaria a criança à sociedade. E ela se transformaria um de nós…

[Post relacionado: Calvin & Hobbes]

Written by Lucas Pretti

março 10, 2008 at 12:32

Um brinde às crianças

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Simpatizantes da pedagogia Waldorf, esta nota é para deixá-los entusiasmados. Talvez nem seja tão novo assim, mas soube hoje que uma renomada loja de brinquedos americana (a FAO Schwarz), produz monstros de pelúcia específicos para cada criança. A coisa é tão genial que o brinquedo é inspirado nos desenhos feios e sem noção que cada uma faz.

Eles respeitam fielmente a imaginação fluente da criança, que ainda não foi moldada para viver no mundo de adultos. Não é genial? O preço é um pouco salgado, mas nem tanto (us$ 249), e para mim seria especialmente útil há 20 anos, quando ninguém acreditava nem conhecia as formas do amigo imaginário Béio. Mamas ‘n papas, façam isso pelos seus filhos.

montros.jpg

[Via don’t touch my moleskine]

Sobre a loja de brinquedos, não é possível que você não conheça. Lembra do filme Big – Quero Ser Grande, um dos menos aclamados, por razões óbvias, da carreira de Tom Hanks? É dele a cena célebre pop-trash-nerd das crianças tocando O Bife, de Bach, num piano com teclas gigantes. Esse tecladão existe, e está na FAO Schwarz de Nova York. Veja o vídeo abaixo:

Sobre a pedagogia Waldorf, bem…, precisaria de vários posts para explicá-la. Resumidamente, trata-se de um sistema de ensino fora dos padrões militares convencionais que respeita o fazer artístico da criança e a ligação com a natureza. Está embasada na Antroposofia, criada pelo alemão Rudolf Steiner em 1919 (veja lista de escolas no Brasil aqui). É criticada, claro, por não preparar para o vestibular. Mas… who cares?

Written by Lucas Pretti

fevereiro 18, 2008 at 19:39

Publicado em Achados, Contemporâneos

Beleza americana

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Impressionante como a sociedade norte-americana é o exemplo precursor e mais bem (bem?) acabado do capitalismo pós-moderno, onde tudo é consumo, tudo é celebridade – e o objetivo declarado é este mesmo: obter fama e dinheiro.

O assunto da hora são as prévias das eleições presidenciais. O único dos pré-candidatos que aparece entre as 100 palavras mais buscadas do Google é Barack Obama, democrata, que é notícia viral apenas por existir. Filho de africanos, negro, apoiado pela família Kennedy e ameaçado de morte caso vença. O resultado disso tudo no contexto da beleza americana só podia ser… consumo!

obama1.jpg

“Compre já o seu mais novo tênis Nike Obama Air Force 1, disponível nas cores vermelho, azul e branco, com a foto do seu candidato mais querido. E mais: na compra do incrível tênis Nike Obama Air Force 1, você leva inteiramente grátis uma faixa de ginástica com o logotipo do Partido Democrata. Na Casa Branca não tem enganação. Se te oferecerem Hillary Clinton, não acredite. Original mesmo é o sensacional Nike Obama Air Force 1. Ligue já e garanta o seu. Esse tênis vai pegar.”

É inimaginável a foto de Lula num tênis no Brasil… A de Aécio Neves (nosso Obama?) muito menos.

[Via Ilseed]

Aliás, você sabia que American Beauty é o nome de uma rosa produzida artificialmente para ser perfeita e que nã tem cheiro? Foi a Wikipedia que disse…

Written by Lucas Pretti

fevereiro 14, 2008 at 1:25

Publicado em Achados, Contemporâneos

Conexão com o céu

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Sim, um fotógrafo foi capaz de fazer esta imagem:

Foto de Custódio Coimbra/Ag. O Globo

Foi Custódio Coimbra, repórter-fotográfico da Agência O Globo. O clique foi disparado no meio das tempestades que atingiram o Rio na semana passada.

É enlouquecedor pensar quantas voltas o mundo precisou dar para naquele momento, naquele instante, tudo convergisse para o fotógrafo estar com a câmera apontada para o Cristo e um raio disparasse no mesmo momento do flash.

Ou vai me dizer que a tecnologia (o disparador automático da câmera) estragou tudo?

Written by Lucas Pretti

fevereiro 12, 2008 at 18:31

Publicado em Achados, Arte, Foto, Urbanidades

‘Eu me jogo nos homens’

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A norte-americana Lilly McElroy parece ter desenvolvido uma maneira particular de participar e levar adiante a famosa campanha Free Hugs (Abraços de Graça, em português). Baixinha, ela sai por aí com um fotógrafo e se joga em homens enquanto o amigo faz imagens. Depois coloca tudo na internet. Lilly diz que isso serve para “discutir o desejo e a dificuldade de envolvimento” entre as pessoas. Ok, então. Veja o site dela (esta aí abaixo) aqui.

hug me

[Via Blog do Guterman]

Written by Lucas Pretti

fevereiro 7, 2008 at 0:16

Curtas dois curtas

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Assisti a dois curtas-metragens nesta semana, indicações de pessoas diferentes, mas que trazem no roteiro discussões contemporâneas parecidas. O primeiro deles, Faça Sua Escolha, é premiadíssimo em festivais nacionais e temdireção profissional de Paulo Miranda. Está no Porta Curtas, site de hospedagem de filmes da Petrobras.

O segundo, Mundo em Mudanças, é mais amador e usa do humor para questionar costumes. O mote do filme produzido pela ERD Filmes (veja vídeos deles no YouTube aqui): “O que é melhor, desejar ou ter?” Vale a pena assistir aos dois. Clique nas imagens abaixo.

/ Faça Sua Escolha (Paulo Miranda, 2006) 

Faca Sua Escolha

/ Mundo em Mudança (2006)

Curtas-metragens são como contos. No tempo de um filme normal, você pode ver 10 deles. Às vezes, a mensagem é tão ou mais contundente.

Written by Lucas Pretti

janeiro 8, 2008 at 20:18

Publicado em Achados, Arte, Cinema, Sex, Urbanidades

São Google

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Impossível não postar esta imagem. Ou você não é viciado(a) em Google?

Sao Google

Encontrei aqui.

Written by Lucas Pretti

janeiro 4, 2008 at 15:44

Publicado em Achados, Internet

Cerveja com mel

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Colorado Appia

Notícia publicada hoje pelo G1 fala de uma cerveja feita com mel no interior de Pernambuco, a Melina (link aqui). O bacana disso é que os produtores, Selma de Carvalho e Francisco das Chagas, não querem deixar de ser artesanais. Os 200 litros diários são para consumo exclusivo no restaurante deles, o Delícias da Roça.

Destaquei esta reportagem aqui porque nesta Natal também bebi uma cerveja feita com mel, a Colorado Appia (ao lado). Ela é feita em Ribeirão Preto, segundo o site, desde o “início dos anos 90”, o que leva a crer ser mais antiga que a Melina pernambucana, produzida a partir de 1998. Eis o debate do dia: qual a cerveja com mel mais antiga do Brasil?

Na verdade, pouco importa. O gosto, para quem está acostumado com o sabor mais amargo e “masculino”, não é mesmo dos melhores. Vale tomar pela curiosidade – pelo preço, não: a garrafa de 600 ml da Colorado custa R$ 8,90. Veja o “about”.

Colorado Appia – Trigo e Mel – Esta rara Cerveja de Trigo e Mel distingue-se de todas as outras no mundo por utilizar em sua composição uma mistura equilibrada de méis de abelhas africanizadas e européias. Elaborada artesanalmente com maltes de trigo e de cevada importados, mel, lúpulo, levedura de alta fermentação, além da famosa água do aquífero
Guarany, esta cerveja ligeiramente doce e refrescante revela todas suas qualidades quando degustada bem gelada com uma fatia de limão ou laranja presa à borda do copo. Tem teor alcoólico estimado em 5,5%. [Extraído daqui]

Written by Lucas Pretti

dezembro 26, 2007 at 18:26

Publicado em Achados, Botecologia