Cubo Mágico

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Nudez

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torse bleu

O Pedro Cardoso conseguiu o que queria. A Veja deu capa nesta semana pro manifesto contra a nudez no cinema que ele levantou há uns meses. O objetivo era a discussão. E discussão está havendo.

Ainda não li, mas aqui está o link aberto: http://veja.abril.com.br/101208/p_148.shtml

Outras opiniões sobre o caso, pra quem quiser mais visões sobre o assunto (em se tratando de Veja, isso é sempre recomendável):

Gerald Thomas – http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2008/10/14/nudez-somos-todos-voyeurs/

Ronaldo Bressane – http://impostor.wordpress.com/2008/11/24/esconde-esconde/

O próprio Pedro Cardoso – http://todomundotemproblemassexuais.zip.net/

Entrevista do cara pro Roberto Dávila:

Independentemente das motivações talvez egoístas e ciumentas do Pedro Cardoso, é uum tema a ser tratado sob o ponto de vista da concepção artística. Não há qualquer problema no nu ou em qualquer outro recurso cênico polêmico. Há quando o que está em questão não é a arte.

O negócio é fazer com que o nu não desconcentre a platéia, que o espectador não veja a atriz pelada atrás da personagem, que a camada de fantasia não se desfaça. Por isso Kubrick é genial. As cenas de suruba de De Olhos Bem Fechados são algumas entre as mais tensas e aterrorizantes da história do cinema. O malabarismo sexual perde para a história. Que bom. Mesma coisa ocorre com Perfume. Não é excitante ver as mulheres nuas. É belo, é cheiroso, tem informação, intenção, dramaturgia. Agora comparemos: você acha que Entre Lençóis, em que a Paola Oliveira se atraca com Gianecchini o tempo inteiro, tem as mesmas pretensões artísticas?

É a mesma coisa quando o beijo de dois atores no palco passa a sensação de que eles estão se curtindo, se pegando, tirando casquinha. A história foi pro saco. Não dá pra competir. É muito melhor ver duas pessoas se beijando, passando a mão, se comendo, do que acompanhar uma narrativa, qualquer q seja. Fui ver um Romeu e Julieta no Célia outro dia e sobrou mãozinha no abdome do cara, sobrou beijinho do cangote da mina. Ridículo, na boa.

Isso sem entrar no mérito de problematizar os nus de celebração do Oficina e o que tem a finalidade de chocar, como nos Satyros. O foda é quando a platéia só paga o ingresso para ver isso. No caso da TV, é de graça.

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Written by Lucas Pretti

dezembro 11, 2008 às 16:26

2 Respostas

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  1. Oi Lucas, muito legal saber que vc visitou meu humilde blog. Achei as idéias do Pedro Cardoso muito coerentes e a discussão válida, precisa melhorar muita coisa no cinema nacional.

    drisalerno

    dezembro 14, 2008 at 18:23

  2. Olá,

    estou reativando meu blog sobre cinema: (www.christianjafas.wordpress.com) o Imagem em Movimento.

    Fiquei uns anos sem escrever, mas agora estou voltando.

    um abraço,

    Christian

    christianjafas

    julho 18, 2009 at 15:25


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