Cubo Mágico

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Mais do que ‘amor à causa’ ou A gente não quer só comida

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Mérito da revista Época São Paulo deste mês de falar sobre teatro independente. Quase ninguém faz isso. Veja a matéria: A Roosevelt explodiu (em referência à Praça Roosevelt, no Centro de SP, onde ficam a maioria dos teatros “b” – veja onde no Mapa dos Teatros).

O duro foi a conclusão:

Mesmo com o considerável aumento do público pagante, nenhuma dessas companhias se sustenta com a bilheteria. E elas nem podem apelar à Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida também por Lei Rouanet, já que as empresas que revertem parte de seus impostos em financiamento de projetos culturais preferem ver seus nomes ligados a espetáculos maiores. É o amor à causa – ou algum sentimento parecido com esse – que mantém o artista no palco. “Nenhuma pessoa totalmente sã embarca nessa história”, diz o ex-crítico teatral e agora ator dos Satyros Alberto Guzik. “É um trabalho quixotesco, um processo que cria uma relação física com os artistas. Nada vem imposto, como no teatro mais comercial. Aqui, os espetáculos são criados a partir de um jogo entre diretor, atores e texto”, afirma.

Ficou aberta, como sempre, a discussão sobre como inverter a lógica. É preciso “amor à causa”? Lógico. Sempre. Mas não pode ser só assim, certo?

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Written by Lucas Pretti

dezembro 3, 2008 às 16:25

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