Cubo Mágico

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A nova Ana

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Igor Galante tinha razão. No dia 11 de dezembro, fui na dele, postei aqui que todos deveriam guardar o nome de Ana Cañas como nova promessa da música brasileira e eis que, em janeiro, ela explode na mídia. Apenas entre as empresas do Grupo Estado, foram cinco aparições (veja ao lado). A Folha descobriu antes, ainda em dezembro (aqui).

Para quem ainda não conhece, ela canta jazz e tem atitude um pouco contestadora. Daqui 10 anos, segundo disse em entrevista ao Jornal da Tarde, seu sonho é “estar no quarto disco, fazendo muitos shows, bebendo e cantando”.

Selecionei os links das matérias destacadas ao lado:

Ana Cañas na web:

Abaixo, a entrevista na ítegra ao repórter Marco Bezzi no JT:

É sexta-feira, onze da noite. O que você está fazendo?

Antes de lançar o disco, estava trabalhando, cantando na noite. Deixei de cantar há três meses. Hoje eu saio para jantar, beber vinho, conversar com os amigos. Também gosto de ficar em casa assistindo filmes, sou cinéfila. Gosto muito do Martin Scorsese, do Coppola, do David Lynch e do Fellini.

Como a maioria dos que trabalham à noite, você é hipocondríaca?

Não tomo remédio nem quando estou com uma baita cólica. Meu marido tem sintomas, mas eu tenho nóia de tomar remédio. Fico imaginando que aquilo foi criado em laboratório, que vai agredir meu estômago.

No que você gasta seu dinheiro?

Em CD e DVD. Apesar da internet, ainda compro muitos CDs. Outro dia fui comprar três do Morphine e gastei R$ 200. Tenho um iPod, mas tudo que eu baixo nele tenho em casa. Gasto também com sapatos, brincos, colares, sempre pensando nos shows. E com restaurante.

Se você não fosse você, quem gostaria de ser?

Sou fã de Jesus. Se ele existiu mesmo, foi f… , o que ele conseguiu fazer foi lindo. Mas gostaria de ser Che Guevara. Quando era adolescente, li todos seus diários, fiquei completamente enlouquecida.

O que as pessoas que não gostam de você costumam falar?

Que sou muito azeda e agressiva. Mas é por que não sou uma pessoa dada, sou tímida. Às vezes passo de arrogante. Mas tem uma coisa: canto à noite, sou mulher e tem um monte de palhaço que vem falar bobagem com você. Desenvolvi esse lado mais masculino, de não ficar de gracinha. Sou irmã mais velha de quatro homens, estou acostumada ao universo masculino.

Quando está bêbada, o que costuma fazer?

Dou muita risada, choro. A bebida me solta. Falo muita m… e coisas que acabo me arrependendo depois. Às vezes agrido.

Qual foi a última vez que você bateu em alguém?

Faz tempo, na escola. Tinha uma menina de que eu não gostava e no jogo de basquete atirei a bola na cara dela. Quebrei seu nariz e a gente saiu na porrada.

Quem são seus ídolos?

Gente que cria universos poéticos. Como meu marido é artista plástico, admiro muito o Picasso. Na música tem muita gente: Elis Regina, Ella Fitzgerald, Miles Davis, John Coltrane, Jimi Hendrix.

Se tivesse que escolher uma pessoa pra gravar junto, quem seria?

Gosto do Ed Motta, pela coisa do jazz. Já pensei em chamar ele para o meu próximo disco. Internacionais, Amy Winehouse e Regina Spektor.

E no Carnaval, quais são os planos?

Retiro total. Não gosto de ficar na turma do agito. Vou para a praia, Litoral Norte, tipo Barra do Sahy.

Se você tivesse que namorar uma mulher, quem seria?

A Frida Kahlo.

Daqui a 10 anos, como você se vê?

Espero estar no meu quarto disco, fazendo muitos shows, bebendo e cantando.

Toparia posar nua?

Jamais.

Qual era o seu apelido na escola?

Cañas e Me.

Se você pudesse trocar uma parte do seu corpo, qual seria?

Trocaria a minha bunda, ela é enorme. Puxei à minha mãe.

Um artista novo?

Vanguart. Descobri e estou falando pra todo mundo.

Já rolou de alguém achar que você é lésbica?

Muita gente fala. Dessa geração nova, ninguém é. Mas quanto a isso, estou tranqüila. Se a pessoa é legal, qual o problema?

Agora só falta eu ir assisti-la ao vivo. Ela toca às terças-feiras no Bourbon Street Music Club, em Moema, São Paulo. Custa r$ 30 para entrar.

[Post relacionado: Pura rotina, jazz]

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Written by Lucas Pretti

fevereiro 1, 2008 às 12:11

Publicado em Arte, Música

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