Cubo Mágico

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A filosofia gugol

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Goooooooogle

Há uma conseqüência cruel por trás da milagrosa e fabulosa forma de ganhar dinheiro dos fundadores do Google. Pelo menos é o que diz uma revista americana, a The Weekly Standard (link para o texto, em inglês, aqui). Para quem não sabe, são aqueles “Anúncios Google”, que se vê em praticamente todos os sites e blogs, que rendem bilhões por ano à empresa do Vale do Silício. Cada clique que você dá, gera receita para o dono do site e para a empresa.

Qual a lógica, então? Que as pessoas cliquem mais e mais, e enriqueçam todo mundo. Maravilha, sensacional, fabuloso. O problema é que o “todo mundo” não é todo mundo mesmo. Veja trecho da reportagem da The Weekly Standard:

“A filosofia corporativa do Google tem como base seu modelo de sucesso: organizar e dar de graça o conteúdo dos outros, e criar espaço para anúncios no processo. O sucesso enorme que o Google encontrou nesse modelo do mercado de buscas levou-o a tentar aplicá-lo em todas as áreas. Na visão do Google, o conteúdo não tem valor individualmente. Não existe página mais importante que outra; o valor está na visitação da pagina. E uma visita é uma visita, sem importar se a página em questão é a foto de um gato, um link solitário para outro site ou o texto completo do livro Freakonomics. Quando tudo o que você vende é espaço publicitário, o valor passa do conteúdo para o leitor. E, no final, o conteúdo não vale nada.”

Intrigante. Mas há duas observações que diminuem e talvez anulem as duas teorias. Uma é que, em tese, sem conteúdo não há cliques. Por que você volta a este ou aquele blog? Por coisas de qualidade que quer ler. Aqui temos anomalias, claro, como sites pornográficos, de humor barato, que informam nada e só aumentam a cultura fugaz de hoje. Mas o sucesso de sites jornalísticos, por exemplo, mostra que usuário quer conteúdo, sim.

A segunda é criar uma forma para os produtores de conteúdo lucrarem com os tais cliques. Um sistema que monitore, por exemplo, o que eu posto neste blog. Que quando eu colocar uma música X, o artista Y autor dela ganhe determinada porcentagem nos cliques gerados na minha página. Quem inventar isso será o próximo Google.

Por enquanto, cedo aos links patrocinados. O Cubo Mágico ainda não tem, mas terá.

[via Renato Cruz]

[Atualização – Um artigo publicado nesta semana na Business Week sugere que, para seguir vencendo, o Google deve apostar em… conteúdo. Leia neste link (em inglês)]

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Written by Lucas Pretti

dezembro 6, 2007 às 15:53

Publicado em Contemporâneos, Internet

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