Cubo Mágico

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Encontros cívico-etílicos

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Na ânsia por escapar da solidão paulistana – e aproveitar Pasárgada como em outros tempos -, fiz talvez o melhor roteiro que se possa esperar de Rio Preto, no interior de SP. Três dias, um bar por dia, um dia por bar.

Bar da Esquina – Para conjugar o verbo botecar. Ambiente construído para lembrar os “bares de antigamente”, com fotos e propagandas antigas nas paredes, camisas velhas de times de futebol, azulejos, peças de madeira, tudo numa esquina do Centro. A casa é, na verdade, um dos três empreendimentos de um trio de publicitários rio-pretenses, com o conceito de boteco chique mesmo – fecha tarde, serve tira-gostos (fomos de tremoço), porções (escolhemos bolinhos de cambotian com carne seca) e os garçons chamam pelo nome. Música ao vivo. Fica perto da antiga sede do jornal em que trabalhávamos, e por isso guarda lembranças históricas, como a que mostra a foto. Os freqüentadores assíduos ganhavam um “ponto” para “bater” toda vez que foram. No dia em “abrimos” essa ficha, lá pelos idos de 2005, ficamos das 17h às 2h30.

Armazém da Música – Minha estréia neste armazém foi regada com a boa música do grupo Trio Gato com Fome, paulistano, de choro e samba-raiz do bom. Memórias de imprensa e relatos de viagens, experiências sexuais e algumas críticas às roupas e trejeitos dos outros freqüentadores. Ou seja, uma mesa de amigos. O bar reúne pessoal da antiga, adultos, com meia-luz e boas doses de cerveja gelada. Nem o temporal lá pela 1h desanimou quem assistia ao show. A pedida foi tábua de queijos e azeitonas e algumas várias muitas Skols.

Vila Dionísio – O tradicional pub com inspiração européia se mantém no auge há anos. Foca no público descolado e moderninho da região, além de fãs de cerveja/chopp (o menu-degustação, com 7 chopps de diferentes origens, custa só R$ 15), drinks originais e ferveção. O problema é que a muvuca e o cheiro de cigarro pós-balada continuam iguais. Como ainda estamos na casa dos 20 anos, isso pouco nos incomoda. Não tem como não beber um helado (caipirinha gigante de cerveja com borda de sal e limão) e não se divertir com o mictório cheio de gelo. Dessa vez experimentamos uma novidade alemã, a cerveja Franziskaner (sabor amargo com malte bem característico). Ouvimos rock dos anos 50.

Podia ser que ainda fôssemos à Cachaçaria Água Doce logo mais neste domingo.

Quem estiver de bobeira pelo Norte paulista pode se guiar por estas duas reportagens, publicadas por gente da gente no Diário da Região:

Diário traz lista de novos bares e botecos de Rio Preto – por Andrea Inocente e Ariana Pereira

Bares de Rio Preto mantêm tradição boêmia – por este humilde blogueiro

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Written by Lucas Pretti

novembro 4, 2007 às 20:45

Publicado em Balada, Dia-a-dia

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