Cubo Mágico

aqui tinha artes, teatro, cultura digital e crônicas contemporâneas

Archive for the ‘TV’ Category

Minha alma sobrevive à ameaça tomada pela mais sublime graça

com 5 comentários

É digna de memória a música-poema declamada por Gero Camilo no capítulo final de Som e Fúria, a minissérie sobre teatro da Globo. Ele disse que nunca faria novela (ou papéis que aprofundassem as diferenças sociais brasileiras – exatamente como o vigia nordestino, pobre e excluído da série), e deve ter aceitado esse papel só por causa dessa cena. Diria que é a única que vale a pena na série toda.

Assista a partir de 4′40″:

E leia a íntegra, com várias ironias deliciosas nas entrelinhas:

outro dia, andando pelo centro da cidade, eu resolvi me dar um presente: sonetos de Shakespeare.

parece uma atitude boa dar-se tais presentes, se eu não tivesse de ter gasto meus últimos tostões, meus últimos tostões, meus últimos, aqueles destinados ao aluguel da casa em troca dos sonetos de Shakespeare.

eu parei em frente a uma livraria e, como um cachorro que só sabe do tempo que anda com o olhar no frango que gira, como o cachorro que sabe da gravidade pela baba que desce da boca, fiquei horas seguidas ali babando sobre a vidraça, que não permitia que minhas mãos tocassem os sonetos de Shakespeare.

o comerciante de livros aproximou-se com um sorriso fosco, perguntei quanto custaria para que os sonetos fossem meus. ele então sorriu, menos fosco e mais vil, e disse-me: ‘custa tanto’. o tanto que ele disse era pouco, nem sabia, até porque ele vendia Shakespeare, pense, junto com culinária e magia. mas as minhas mãos queriam tocar os sonetos de Shakespeare

cavei o bolso e, cédula a cédula, moeda a moeda, deu justo pra pagar e voltar pra casa, nada mais.

esta noite eu sou um homem sem garantia de que amanhã eu terei casa porque eu não paguei o aluguel. quanto à minha alma, ela sobrevive a essa ameaça, tomada pela mais sublime graça em habitar os sonetos de Shakespeare.

Escrito por Lucas Pretti

Agosto 3, 2009 em 21:41

‘Fizemos esse trabalho com a alma’. X pra eles

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E começou Maysa. O que esperar de uma minissérie global escrita pelo Manoel Carlos (bom, dessa vez não teve jeito de colocar uma Helena de protagonista, sifu, haha), dirigida pelo filho da protagonista, Jayme Monjardim, e feita para distrair cerumanos em janeiro antes de começar o Big Brother? Nepotismo, claro.

Me chamem de mal humorado, eu aceito. Mas fico puto com esse tipo de coisa. O tal neto da Maysa, filho do diretor, Jayme Matarazzo, é cineasta. CINEASTA. Aliás, ainda NÃO É cineasta. Ele trancou a faculdade de cinema no 5º semestre. E a pergunta é: o que ele faz como ator na minissérie? O que ele sabe sobre interpretação? As respostas: o cara é de família poderosa, tem pai influente, vó nem se fala, é meio bonitinho e pronto: é ator.

O ator Jayme Matarazzo

O 'ator' Jayme Matarazzo

Olha o que ele disse numa entrevista:

Acho que supri qualquer técnica que eu não tenho como ator me doando com muita emoção para esse personagem. Eu e meu pai fizemos esse trabalho com a alma.

Emoção? Alma? “Qualquer técnica”? Isso me parece muito pouco profissional e desrespeitoso.

Como eu nunca havia atuado, não sabia como dar conta da responsabilidade de viver um papel que justamente trata da história do meu pai. Mas me propus a fazer um teste. Me preparei uns 15 dias e o resultado ficou bom. Daí o meu irmão André também fez teste e passou para interpretar meu pai na infância.

15 dias? Teste? Bom? Deu pra perceber o alto nível dos testes na Globo.

Foi uma composição completamente emocional. Descobri muitas coisas sobre ele, que somos muito sensíveis.

Emocional? Sensíveis? Perdoe-o, ele não sabe o que diz.

Gostei de atuar e pretendo continuar. Vou estudar, fazer cursos de interpretação. Tomei gosto pela profissão de ator.

Gosto pelo quê? Ele não sabe NADA sobre a profissão.

As pessoas não sabem quantas broncas levei com meu pai como diretor. O que me interessa é fazer um trabalho com o coração, com a minha verdade. Claro que as críticas são inevitáveis. Só tive cenas complicadas, emocionantes. Tenho feito o mesmo que meu pai: abrir o coração para contar a história da minha avó com qualidade e carinho.

Broncas? Tadinho. Coração? Ah, me desculpe.

Essa é a seriedade com que os brasileiros encaram as artes cênicas. Um puta exemplo disso, aliás, A culpa é também da própria “classe teatral”. Cadê um sindicato pra proibir esse moleque de tirar a vaga de um ator profissional? E os atores, que não fazem barricada, piquete, gritaria, pichação? Ele não poderia nem ser “assistente de direção”, como é; no máximo estagiário (ele tá no 3º ano, lembra?). Aí vem a Editora Globo, na Época São Paulo, e coloca o cara na capa como um dos “paulistanos que vão fazer 2009″. É pra cuspir em cima.

E eu preocupado em discutir arte… Então tá.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 6, 2009 em 0:20

Se vc não vai ao teatro, o teatro vai até vc

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Saiu em tudo q é lugar em dezembro, mas eu só soube hoje (por causa das férias, talvez?). É um projeto de teatro que me empolgou de início, me fez pensar depois, deu mau humor em ver alguns dos resultados, mas depois alegria em saber que sempre cabe inventividade nas artes cênicas — e por que fechar o olho para o novo?

É o Teatro Para Alguém. A atriz Renata Jesion, de saco cheio de atuar para ninguém e esperançosa de que a internet poderia ajudar quem faz teatro, encomendou textos curtos pro Bortolotto, Antonio Prata e Mutarelli e montou cenas na casa dela. Transformou cômodos em cenários, fundo preto, móveis em objetos de cena. Aí ela marca um dia, transmite ao vivo a peça pela internet, e deixa gravado pra quem quiser assistir depois no site.

Cenas do Teatro Para Alguém

Renata Jesion, Zemanuel Piñero, Mauro Schames, Gilda Nomacce e Iara Jamra em fotos de Nelson Kao

Bom, a primeira coisa mesquinha a se comentar é: que puta casa grande. rs… A segunda é que ela mesma assume que a experiência não é exatamente teatro, já que a câmera “fala” — dá recortes, se movimenta, angula. Mas não é cinema pq, por outro lado, não há edição, montagem. Ok, estamos diante de algo novo, não é uma peça filmada como normalmente se vê.

Os textos curtos obviamente se encaixam pq é foda ficar vendo coisas que nem sempre são dinâmicas na frente do computador. O YouTube fez isso com a gente. Pouca gente aguenta mais de 8 minutos com o brilho da tela e o desconforto da posição. Ainda mais para ver teatro sem “famosos”.

Na minha concepção, o mérito da Renata Jesion não está no fazer-artístico, mesmo porque as intenções das minimontagens não são claras como propostas estéticas nem definidas em alguma “escola” ou etc. Mas foda-se, isso não é o importante, e ela mesma disse isso em entrevista pra Cultura. O lance transgressor do Teatro Para Alguém é trabalhista. Isso mesmo. É alguém tentando mostrar que ser ator é ser profissional. É um ofício, um trabalho, é sério. E que o mercado de trabalho simplesmente não existe fora da teledramaturgia. Ou vc conhece uma “empresa de teatro”? Que pague os atores, diretores, cenógrafos etc. simplesmente para trabalharem? Não valem iniciativas governamentais na resposta. (Aliás, é óbvio que esse projeto não tem patrocínio).

Por isso o Teatro Para Alguém é legal. É mercado de trabalho, é empreendedor, é no mínimo um grito para denunciar quanto o teatro é desvalorizado no País, quanto a platéia não existe e quanto a internet pode ajudar pouco nesse caso (muito diferente da música e do cinema). O lance do teatro é a experiência. Mas cabe experiência no mundo de hoje?

A Renata está tentando uma resposta diferente para isso.

As continuações das séries vão rolar agora em janeiro, depois do dia 6.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 4, 2009 em 4:24

O idioma dos críticos de arte

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Não é à toa que Chapolim é genial.

Num episódio de 1977, eles recebem a visita de um bebê jupiteriano. No disco voador, há um bilhete em língua alienígena. Chapolim consegue ler, e emenda:

— Minhas anteninhas podem detectar e traduzir qualquer idioma do universo. Claro que com exceção do falado pelos críticos de arte aqui da Terra…

Dica by Lilian. Brigadu.

Escrito por Lucas Pretti

Outubro 26, 2008 em 18:32

Publicado em Arte, TV

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Sons e imagens

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Quatro vídeos que têm me perturbado nos últimos dias:

Escrito por Lucas Pretti

Agosto 25, 2008 em 0:42

Publicado em Cinema, Internet, TV

Estréia

com 2 comentários

Vídeo na TV Estadão. Eles pedem, a gente faz.

Detalhe para as bandeirolas juninas na Redação.

Aqui.

Escrito por Lucas Pretti

Julho 3, 2008 em 17:09

Publicado em Auto-jabá, TV, Tecnologia

Poeira transformada em bits

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A TV Cultura e a Rede Globo lançaram recentemente projetos para disponibilizar online parte de seus arquivos. São o Memória Roda Viva e o Memória Globo.

A memória do programa Roda Viva é fruto de parceria com a Fapesp e traz trechos de vídeos e a transcrição integral de uma cacetada de entrevistas. Vale especialmente a pena ouvir Antunes Filho falar que é mal compreendido em 1999.

Já a Globo criou uma biblioteca particular. Traz a ficha técnica dos programas e eventuais depoimentos e arquivos em vídeo. Tem algumas preciosidades, como o primeiro telejornal da emissora, o Tele Globo, apesar do caráter mais comercial, do tipo olha-como-eu-sou-legal-porque-coloco-meus-arquivos-na-internet.

O ar alternativo e acadêmico da Cultura me agrada mais. Independentemente disso, cliquemos.

Escrito por Lucas Pretti

Junho 25, 2008 em 17:41

Publicado em Internet, Jornalismo, TV, Teatro

Off-topic: erros de jornalistas

com 2 comentários

A gafe jornalística da vez é a repórter da Globo Zileide Silva durante a apresentação do Jornal Hoje (entrou em primeiro lugar no Top 5 do CQC). Parece ter tido problemas com as lentes de contato. Veja este e, mais abaixo, outros vídeos de erros jornalísticos recentes.

Os risos clássicos de Lilian Wite Fibe (agora apresentadora do Roda Viva) sobre a velhinha de 81 anos que traficava ecstasy e foi presa porque os policiais acharam se tratar de Viagra:

William Wack comete ato falho no Jornal da Globo e chama repórter de “Zelda Merda” no link ao vivo.

Apresentadora do Jornal do SBT esquece o programa a seguir e encerra o programa com um puta constrangimento. E o Hermano Henning não salvou a colega…

Escrito por Lucas Pretti

Junho 11, 2008 em 11:49

Publicado em Humor, Jornalismo, TV

Um ator, uma peça, uma câmera

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O ator Chico Diaz, este abaixo, cujo último trabalho na TV foi o cafetão Jáder em Paraíso Tropical, está tramando um projeto que pode mexer bastante com o imaginário das pessoas, além de inaugurar uma faceta no aprendizado das artes cênicas. Ele pretende filmar 24 horas por dia a preparação do elenco para uma peça de teatro, aplicação prática e útil do conceito de reality show utilizado, por exemplo, no Big Brother.

Não tenho mais detalhes. Ouvi a novidade de Pedro Bial durante o Verge Digital Summit 2008. Ele apenas adiantou que os contratos não estão definidos e ainda negociam os direitos autorais e que, por isso, não poderia citar os envolvidos nem a peça. “Não é Diário de um Louco, mas isso é uma dica”, disse. A peça de Nikolai Gogol trata de um funcionário público que transita fantasiosamente entre o poder e a riqueza (foi montada no Rio em 1997 por Diogo Vilela).

Para falar a verdade, não entendi o envolvimento de Bial, a não ser pela proximidade com o ator, de quem é amigo pessoal. Será que a marca BBB vai estar vinculada ao projeto? Conversei com a assessora de imprensa de Chico Diaz, Denise Lilenbaum, que confirmou as intenções, mas disse que o projeto ainda está em fase “embrionária”. O ator está envolvido com as gravações da próxima novela das oito, A Favorita.

De qualquer forma, é a primeira aplicação do monitoramento televisivo na prática. A não ser pela questão da segurança em lojas e ruas (e que não se trata de acompanhar a vida de alguém), é a primeira vez que alguém testa o formato para outros fins fora do entretenimento puro. Pelo histórico de Chico Diaz, é de se esperar um viés artístico bem forte.

Volto ao assunto quando conseguir novidades.

Escrito por Lucas Pretti

Maio 16, 2008 em 22:35

Publicado em Notícias, TV, Teatro

Link – 21/4

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Reportagens minhas no Link de hoje:

Não perca, a seguir: eu, ao vivo, na web
Guia sobre transmissão ao vivo de vídeos, em serviços como o Ustream.tv

O que tem de bom hoje na TV? ‘Nada’
Entrevista com a psicóloga Maria Helena Masquetti, coordenadora da campanha Desligue a TV no Brasil

Escrito por Lucas Pretti

Abril 21, 2008 em 14:18

Publicado em Auto-jabá, Internet, TV

O Jô de camiseta

com 3 comentários

Revista da Cultura

Eu nunca tinha visto o Jô Soares de camiseta. Pelo menos não sem estar no papel de algum personagem. Achei ótima esta foto da capa de dezembro da Revista da Cultura. Além de deixar o Jô mais jovem, ainda tem um quê meio tiozão a la Nelson Motta.

Então fica a dica de leitura. A entrevista (link aqui) é tão boa quanto a foto.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 8, 2008 em 20:43

Publicado em Foto, Jornalismo, TV

Outra majestade

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RC e Alcione

O especial do Roberto Carlos deste ano, na Globo, teve um momento bastante raro nesses especiais. O dueto com Alcione (abaixo, em duas partes) – e a junção de diversas músicas diferentes que faziam sentido entre si – foi uma das melhores execuções da música “romântica” e do samba brasileiro (aliás, costumo dizer que a alcunha “romântica” que leva RC e a maioria dos ditos sertanejos é a forma de esconder que a música não segue qualquer estilo).

Por outro lado, lamentável a cena inicial, em que o “rei” finge dirigir um carro e resgatar a atriz Camila Pitanga. Quem foi o brilhante roteirista que criou a encenação? Roberto poderia ter encerrado a carreira sem essa.

Coisas curiosas sobre o show:

- Muitos vídeos chegaram ao YouTube antes da exibição do especial – veja aqui

- 2007 ficou marcado em Roberto Carlos como o ano em que não lançou músicas inéditas e que proibiu a venda de sua biografia (se você quiser, baixe aqui)

Escrito por Lucas Pretti

Dezembro 26, 2007 em 1:31

Publicado em Música, TV

Ex-BBB até morrer

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BBB7

A internet tem dessas coisas. A ex-BBB mais famosa de todos os tempos da última semana Íris Stefanelli abriu um blog no iG. Ou o iG abriu um blog e está pagando mucho bien para ela comentar o próximo BBB – bem mais provável. De qualquer forma, o Blog da Íris está lá.

O primeiro e único post em dois dias (afinal, o BBB 8 não começou e sobre o que mais ela pode falar?) é uma apresentação com versão em vídeo. E teve… prepare-se… 2.579 comentários até agora. Entendeu bem? Detalhe que o “fã clube oficial” já mantinha um blog, muito bem acessado por sinal…

Como já disse neste post e agora comprova-se, o povo da internet não é muito exigente.

Escrito por Lucas Pretti

Dezembro 13, 2007 em 21:39

Publicado em Internet, TV

Aurora da minha vida

com 2 comentários

Quando Paulo Autran morreu, em 12 de outubro (há exatos dois meses), um vídeo de arquivo da BandNews me emocionou. Mas na época não encontrei na internet. Fiz até um post sobre. Mas agora encontrei. Autran declama o poema Meus oito anos, de Casemiro de Abreu. Sem cenário, sem figurino, apenas texto e interpretação. É ou não de chorar?

Escrito por Lucas Pretti

Dezembro 12, 2007 em 14:27

Publicado em Arte, TV, Teatro

História viva da TV

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Faro com Toquinho

Estarei na noite de hoje no lançamento do livro Baixo, de Fernando Faro, histórico produtor de TV que completa 80 anos em 2007 (notícia do Globo aqui). É uma autobiografia, em que o autor conta histórias de décadas nos bastidores da telinha. Para quem não lembra assim, pelo nome, Faro é o apresentador do antológico programa Ensaio, da TV Cultura. E por isso mesmo é a fundação Padre Anchieta que patrocina o livro.

O “Baixo” do título é a forma como o produtor chama os amigos: “Ô, baixo!”. Talvez não título melhor para uma autobiografia do que uma expressão típica da pessoa.

Misteriosamente, os sites da Livraria Cultura, Saraiva, Americanas e Submarino não têm o livro para vender (e por isso não merecem link aqui!). Achei uma cópia no Mercado Livre, por R$ 10. Para quem tiver preguiça ou falta de grana, há várias biografias de Faro na web. Veja a do site Netsaber Biografias aqui, a do Tudo Sobre TV aqui e a do Gafieiras (a mais completa) aqui.

Sim, faltou o onde. O lançamento será no bar Genial, na Vila Madalena, em SP.

[Na foto, do Tudo Sobre TV, Faro dirige Toquinho]

Escrito por Lucas Pretti

Dezembro 11, 2007 em 0:43

Publicado em Arte, Música, TV