Archive for the ‘Tecnologia’ Category
cinema ao vivo
Fiquei meio frustrado a primeira vez que ouvi falar do Cinema Vivo, na semana passada, porque não os conheci a tempo de divulgar o projeto na matéria sobre teatro digital que publiquei outro dia no Estadão. Mas tudo bem, uma pena, mas foda-se. Pouca gente deve ter lido mesmo. O projeto é tão legal que torço para não precisar da babação da grande imprensa.
A ideia é parecida com a do Teatro Para Alguém, mas voltada para o cinema. Eles vão fazer um filme ao vivo, o Fluidos. As pessoas sentam na sala de cinema, as projeções começam, com cortes, edição, efeitos sonoros etc., mas tudo ao vivo. Os atores estarão em três ou quatro locações ao redor do CCSP e as imagens serão transmitidas pela internet. O que é isso se não teatro ao vivo, como a gente faz, mas com outras regrinhas? Muito boa ideia. Contemporânea. Dialoga com o cerne do teatro digital que discuti na matéria e engrossa o coro de artistas ligados a tecnologia, explorando limites, possibilidades.

Certamente fazer um filme ao vivo (ou uma peça, como nós no TPA) não é o mais longe que pode chegar o efeito da internet nas artes performáticas e audiovisuais. Mal é um primeiro passo. São os artistas entendendo o que têm nas mãos. Para daí sim ultrapassar a barreira do suporte/formato para chegar à alguma maturidade de linguagem.
O site dos caras – www.cinevivo.com.br – é um blog. Dá pra acompanhar um pouco do processo de criação por lá. Direção de Alexandre Carvalho.
A exibições ao vivo serão nos diaas 16, 24 e 30 de maio, lá no CCSP, às 14h. Bilheteria abre uma hora antes (a velha mania de não vender a porra dos ingressos pela internet. Quando Sesc e CCSP vão acordar pra isso?).
Vai ser legal.
pixels
resumindo, falta pólen
Estou participando/cobrindo a Campus Party. A conexão de 10 Gbps é realmente incrível, embora instável — foram 7 filmes pro bolso em 5 horas. Resumi no Twitter minhas nem tão boas impressões:
a #cparty tem suas qualidades, mas dois defeitos gravíssimos: falta feromônio, pólen, libido. e cerveja. é tudo mto certinho, credo.
Ainda acho isso. E mais umas coisinhas. Veja abaixo.
E acompanhe os comparsas de luta no blog.
Link, 5/1
Para começar bem o ano, uma reportagem cultural no Link, a quatro mãos com Bruno Galo. Tomara q se multipliquem durante o ano:

Como a internet mudou o jogo do cinema
‘Pirata’, Hollywood teme o novo
Por que com a ‘música’ foi pior?
O contra-ataque digital do império
De ‘Bruxa de Blair’ a ‘Batman’: a rede como aliada de Hollywood
MovieMobz mostra que futuro pode estar no pensamento ‘wiki’
As armas hi-tech de um ‘novo cinema’
Imax chega a SP
Será que finalmente o 3D decola?
Segredo do 3D é usar óculos para enganar o cérebro
A evolução tecnológica do cinema
‘Com o tempo, também não houve mais interesse’
Dei uma entrevista sobre Second Life para o TCC de uma estudante de jornalismo de São José dos Campos. Tudo bem que, um ano depois, talvez não seja a melhor hora para estudar o tema. Mas é a velocidade da academia. Veja as respostas.

1) Você foi contratado especialmente para trabalhar como jornalista dentro do SL ou você já trabalhava na mesma empresa? Se já, como foi essa mudança entre ser um jornalista no mundo real e passar a ser no virtual? Sim, fui contratado especialmente para atuar dentro do SL. Na prática, não houve tanta mudança. Os conceitos jornalísticos e a técnica se mantêm em qualquer que seja a área (ou o mundo) de cobertura. No SL também é necessário saber o que é notícia, quais os aspectos éticos ali implicados e o que está em jogo na divulgação pública de informações. Muda só a plataforma. Muita gente hoje, no jornalismo convencional, usa o MSN para fazer entrevistas. Qual a diferença para o chat do SL a não ser o universo 3D? Nenhuma.
2) Como foi sua experiência dentro do Second Life e quando criou seu avatar? Está atuando ainda dentro do metaverso? Criei meu avatar bem antes de ser contratado para trabalhar lá dentro. O interesse inicial foi a diversão e um sentimento típico de “early adopter” – usar a novidade assim que é lançada, comportamento que tenho até hoje com serviços e produtos digitais. A experiência lá foi como a de muitos usuários: fui atrás de dinheiro e de formas de gerar conteúdo colaborativo relevante. Fiz algumas reportagens para um outro jornal em que trabalhava, o Diário da Região, em S.J. do Rio Preto/SP, passei a colunista de internet e SL e, depois, fui chamado pelo Estadão. Hoje, não atuo mais no metaverso como jornalista.
3) Quanto tempo fica online dentro do SL? Hoje, nem um minuto. O SL não faz mais parte da minha vida.
4) Usava seu avatar somente para o trabalho ou também como finalidade de jogar? Depois de contratado pelo jornal, só usei meu avatar com finalidade de trabalho. Não por causa de qualquer orientação nesse sentido, mas porque não dava mais tempo de “jogar” (embora não fosse um jogo propriamente dito). Com o tempo, também não houve mais interesse.
5) Sente realmente que viveu uma segunda vida dentro do SL? Não. Tenho uma opinião um pouco radical sobre isso. Muito pouca gente viveu de fato uma segunda vida lá – e, se diz que viveu, na minha visão está iludido com o formato. Simplesmente não há uma segunda vida a ser vivida. Daí veio muito do fracasso que hoje se vê no SL. Pensar o programa como uma tentativa de colocar a terceira dimensão na internet ou até de compartilhar conhecimento é mais justo e útil do que imaginar que ele serve para as pessoas se recriarem e buscarem outros sentidos para a vida. Eu teorizo melhor sobre o assunto numa reportagem grande no Link de 7/jan: http://cubomagicoblog.wordpress.com/2008/01/07/a-segunda-vida-ja-era-o-que-vem-agora/
6) Na sua opinião, o que leva as pessoas a criarem uma segunda vida através da internet e por que elas estão deixando de viver em sociedade para ficar na frente de um computador interagindo com outras virtualmente? Elas não estão deixando de viver em sociedade para ficar na frente de um computador. Quem faz isso (são pouquíssimos) tem certamente problemas de ordem psicológica (timidez excessiva, fobia social ou algo do gênero). O Hospital das Clínicas, em SP, mantém inclusive um programa para viciados em internet. O Second Life não deu certo justamente por isto: não há uma segunda vida a ser vivida. Falei disso na resposta anterior.
7) Como profissional de comunicação quais as vantagens que uma segunda vida pode trazer para a sua área de atuação? No meu caso, pensando de forma imediatista, trouxe um emprego. Mas que logo se mostrou inviável – por isso busquei outros caminhos no jornal, até chegar ao Link. Hoje, acho que não há vantagens específicas para um jornalista usar o SL. Profissionalmente falando. Mesmo porque, em 2008, o assunto sumiu do agenda-setting.
8 ) Quais as funções que exercia dentro do SL? Como é seu personagem? As características dele são as mesmas que as suas ou você criou um personagem literalmente? Eu era repórter. Buscava notícias em blogs, eventos e outras fontes lá dentro para depois publicá-las no jornal Metanews, atualizado diariamente. Eu também editava o jornal. A aparência do meu personagem nada tem a ver comigo na vida real, mas o modo de agir, comportamento e visão de mundo são indissociáveis. A não ser no caso dos atores profissionais (digo isso porque também estudo teatro e interpretação dramática), ninguém consegue manter uma outra personalidade online 100% do tempo – por isso acredito não haver personagens, mas representações de nós mesmos.
9) Qual foi a intenção da empresa onde você trabalha ao querer colocar um jornalista dentro desse universo? Foi uma estratégia de marketing. Quando o SL estava no auge, no primeiro semestre de 2007, seria interessante para a marca “Estadão” ser vinculada a iniciativas digitais – um momento em que a empresa buscava contornar o gap que tinha em internet. Tanto é que logo depois houve a reformulação do estadao.com.br, o lançamento do Limão e do Território Eldorado. Outros produtos devem vir até o final deste ano (um deles aqui). Quem pode falar melhor sobre isso são os profissionais da área de Mercado Leitor do Grupo Estado.
10) Você fez muitas amizades dentro do SL ou manteve só contatos profissionais? Nenhuma amizade. Só contatos profissionais que, hoje, não existem mais, visto que já não atuo no SL.
Link, 6/10
Reportagens minhas no Link de hoje:

No berço do MP3 nasce o som do futuro
(estive lá no Fraunhofer, o instituto alemão que inventou o MP3)
CDs com arquivos muito grandes ‘forçam’ nascimento do MP3
Compressão define o som cristalino
Entrevista Jürgen Herre – ‘MP3 ajuda piratas, mas também beneficia artistas’
Prediction is difficult, especially about the future
O blog do Cézar Taurion trouxe ontem uma lista de previsões futurísticas absurdas, que se mostraram MUITO erradas com o passar do tempo. Por isso o título célebre do post, dito por Niels Bohr, um dos inventores do átomo:
- “Quando a exposição de Paris se encerrar, ninguém mais ouvirá falar em luz elétrica.” (Erasmus Wilson, Universidade de Oxford, 1879)
- “A televisão não dará certo. As pessoas terão de ficar olhando sua tela, e a família americana média não tem tempo para isso.” (The New York Times, 18 de abril de 1939, na apresentação do protótipo de um aparelho de TV)
- “A teoria do germe de Louis Pasteur é uma ficção ridícula”. (Pierre Pochet, professor de Fisiologia em Toulouse, 1872)
- “É completamente impossível a substituição dos nobres órgãos da fala por um insensível e ignóbil metal”. (Considerações de Jean Boillaud, da Academia de Ciência Francesa, sobre o fonólogo de Thomas Edson, 1878)
- “O cinema será visto por algum tempo apenas como uma curiosidade científica, pois não possui nenhum futuro comercial”. (Auguste Lumiere, 1895, sobre seu próprio invento)
- “O raio-x é um engano”. (Lord Kelvin, físico líder da Sociedade Científica Real Britânica, 1900)
- “Eu me recuso a acreditar que um submarino faça algo mais do que mergulhar no mar e sufocar sua tripulação.” (H. G. Wells, escritor britânico, 1902)
- “O avião é um invento interessante, porém não vi nenhuma aplicação militar nele.” (Marshal Ferdinand Foch, Faculdade de Estratégia da Escola de Guerra Francesa, 1911)
- “Até julho está fora de moda.” (Variety Magazine, sobre o rock’n roll, março de 1956).
- “O filme sonoro é um evento recente que irá permanecer apenas por uma temporada.” (American Cinematographer Magazine, 1900)
- “Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa.” (Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipament Corp., 1977)
- “Where a calculator on the ENIAC is equipped with 18.000 vacuum tubes and weighs 30 tons, computers in the future may have only 1.000 vacuum tubes and weigh only 1,5 tons.” (Popular Mechanics, March 1949)
- “I have traveled the length and breadth of this country and talked with the best people, and I can assure you that data processing is a fad that won’t last out the year.” (The editor in charge of business books for Prentice Hall, 1957)
- “There is practically no chance communications space satellites will be used to provide better telephone, telegraph, television, or radio service inside the United States.” (T. Craven, FCC Commissioner, in 1961)
- “Who the hell wants to hear actors talk?” (H. M. Warner, co-founder of Warner Brothers, 1927)
Sensacionais!
Link, 29/9
Reportagens minhas no Link de hoje:

Quando sua vida está lotada de e-mails
É só um recado? E-mail pode não ser a melhor opção
E-mail foi de lebre a lesma e hoje é considerado carta
Organize a caixa de entrada
Dicas
Pesquisa mostra que crianças preferem SMS, Orkut e MSN
Números: Início do fim do e-mail
Infográfico: Saiba como se comunicar melhor
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Aproveito para postar os textos dessas últimas semanas:
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IFA 2008: tudo online, tudo à mão
(sobre a feira que fui cobrir na Alemanha)
Dispositivos portáteis e TVs dominaram a IFA
TV e computador tornam-se um só
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Proposta do iReport é publicar notícias sem edição
(sobre o site colaborativo da CNN)
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Internet grátis na rua é a cara de Berlim
(essa é bacana, une comportamento, história e tecnologia)
Visite Berlim pela Web
Link, 4/8
Reportagens minhas no Link de hoje:

Quer pichar um marco de São Paulo?
(sobre o File 2008 )
Entrevista Ricardo Barreto – “Quero acabar com o elitismo”
Festival terá 1ª sessão de cinema digital ‘ultradefinido’
O que vale a pena ver no File
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Novo Photoshop melhora ainda mais
(sobre a versão CS3)
Quem não quer pagar encontra boas alternativas de graça
Kuler é ótima opção para escolher quais cores combinam entre si
Entrevista Zorana Gee – “A web é a direção natural para os softwares”
O fim do videocassete
Vídeo na TV Estadão sobre Media PCs (computadores com TV etc.).
Detalhe para as pernas misteriosas no fundo e a puta sujeira do chão.
Aqui.
Link, 28/7
O Link de hoje foi quase inteiro sobre Olimpíada. Coordenei a pauta, que envolveu todos os repórteres, mas textos meus, mesmo, só nove (!) (com ajuda do Jô Auricchio e do Bruno Galo):

Não perca nada da Olimpíada. Nem seu sono
Gravar é a solução para não virar a noite
‘Escondido’ no Windows Vista, Media Center facilita gravação
Infográfico – Saiba como gravar a Olimpíada
Computador sai do escritório rumo à sala
Nada de teclado e mouse: controle remoto é a alma do PC feito para entreter
HP tem o PC mais preparado, mas dói no bolso
XCube cabe em qualquer canto da sala
Pioneiro, PCTV cobra menos por configuração mais simples
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Outro texto de hoje, fora do espírito dos Jogos, sobre o Knol, do Google:
Link, 7/7
Reportagem minha no Link de hoje:


Morte do Windows XP é adiada de novo
As três saídas
Preço do Windows Vista cai 40% nas lojas
Windows 7 exigirá tanto quanto o Vista
Estréia
Link, 23/6
Reportagem minha no Link de hoje, em quatro mãos com Rodrigo Martins:

Que tal proclamar a independência de seu PC?
Programas abertos já estão amigáveis
Cuidado ao configurar a Bios
Teste o Ubuntu sem abrir mão do Windows
BrOffice substitui bem o Office, da Microsoft
É traição usar MSN e Skype?
Multimídia: eficaz, mas com menos recursos
Conectar dispositivos é fácil
Firefox 3 deixa a navegação mais social
Entrevista Paul Kim: ‘Ganhamos no boca-a-boca’
Isso ainda vai ser esporte
Precisa dizer alguma coisa? Vai ser depois de amanhã (sábado, dia 14), em SP. Veja mais aqui.













