Cubo Mágico

aqui tem artes, teatro, cultura digital e crônicas contemporâneas

Archive for the ‘Música’ Category

Disco em 24 horas, ano 2

com 2 comentários

falei desses caras no ano passado. E eles devem repetir em 2009 a façanha de compor, produzir e gravar um disco em 24 horas, baseando as músicas nas notícias do jornal do dia. De novo a Panela Produtora (Filipe Trielli, Daniel Galli e Edu Santana) executa o projeto, só que com mais força neste ano. Terão a ajuda de Beto Lee, Max de Castro, Mauricio Pereira, Franklin Roolsvelt (repentista) e Ricardo Herz.

Acompanhe ao vivo a produção do álbum aqui:

more about “Justin.tv“, posted with vodpod

A boa notícia é que os caras tiveram a ideia do “Disco em 24 horas” como vitrine da produtora que tinha acabado de ser lançada. Se estamos no “ano 2″, quer dizer que os caras sobreviveram. Respeito.

Quem me deu a dica foi a ora bikegirl Natália Garcia.

Escrito por Lucas Pretti

Abril 1, 2009 em 16:37

Publicado em Internet, Música

Etiquetado com , , , ,

o tempo em suspenso

com 2 comentários

um dia como hoje é raríssimo. quando eu venho pra este blog agradecer ao jornalismo por me levar a uma existência superiormente interessante. acho que nunca fiz isso. bem diz Sérgio Roveri que o mundo é bem mais bonito e colorido no teatro (apesar de tudo), mas “quando o jornalismo resolve ser generoso, sai da frente”. tudo isso porque ainda estou encantando com a entrevista que fiz com o Hermeto Pascoal, em curitiba.

obviamente não tenho cacife pra uma entrevista dessa. quando a pauta surgiu aqui no jornal, hesitei mas abracei, claro, já antevendo momentos mágicos diante do gênio albino alagoano. estava certo na percepção. assim como fiz certo, acho, em deixar o cara falar, falar, falar, para interrompê-lo apenas com duas ou três perguntas necessárias à pauta e mais 500 ou 600 questões artísticas. sim, aproveitei para sugar tudo o que o cara tinha a dizer sobre arte.

não vou conseguir resumir num texto aqui nem tenho a pretensão – e um material desse não deve ter tratamento jornalístico. já basta o que saiu no jornal, um recorte obviamente incompleto. gravei a entrevista. publico assim que converter para um formato leve (tem mais de duas horas!). ele me detalhou a teoria que desenvolveu sobre música universal, deu lições sobre criação, sensibilidade, vida. batucou na mesa, para ser acompanhado por Aline Morena (uma puta parceira) cantando numa língua inexistente um delicioso xote nordestino. sem falsa modéstia, deu vontade de dizer “pára, eu não mereço ouvir isso”. o tempo ficou em suspenso.

o resultado, necessariamente reducionista e uma parte do todo, está aqui: texto | página. transmitir algo na plenitude é um negócio que o jornalismo ainda não alcançou.

Escrito por Lucas Pretti

Março 31, 2009 em 18:30

Ê, vida à toa…

sem comentários

Vai no tempo, vai…

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 12, 2009 em 11:38

Publicado em Música

Etiquetado com , ,

Pra dar um gostinho…

sem comentários

Essa música vai abrir os trabalhos na 3ª.

You gave me roses, da banda russa Night Snipers

ou

Ночные Снайперы – Ты дарила мне розы

Escrito por Lucas Pretti

Dezembro 1, 2008 em 0:34

Publicado em Música, Teatro

Etiquetado com , , ,

Link, 6/10

sem comentários

Escrito por Lucas Pretti

Outubro 6, 2008 em 19:10

Publicado em Auto-jabá, Música, Tecnologia

Etiquetado com , , , , ,

Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval

com 3 comentários

Alguém acompanhou a “discussão” entre o Caetano Veloso e o Jotabê Medeiros, repórter e crítico de música do Estadão? Já faz um tempinho, mas vale postar aqui porque gera uma puta reflexão sobre o papel da crítica, a eventual arrogância de artistas e o jogo de poder que circunda a cultura deste país.

Resumindo: o Jotabê escreveu esta crítica no Caderno2 sobre o show do Caetano e do Roberto Carlos em comemoração à Bossa Nova (aliás, nenhum deles fez parte do movimento). O Caetano respondeu no blog dele com este post. Bateu mais ainda com este outro post. O Jotabê replicou uma, duas e três vezes. E o Caetano treplicou.

A argumentação de ambos é rica, bem escrita e traz muitos elementos para destruir tanto jornalistas que cobrem cultura quanto artistas que se acham totens. Leia.

Falando em crítica, vale muito a pena ver estes dois textos também:

Yan Michalski – “O declínio da crítica na imprensa brasileira”
aqui

Sérgio Sálvia Coelho – “O crítico pós-dramático: um alfandegário sem fronteiras”
parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5

Aliás, o Sérgio anunciou anteontem que deixou o cargo de crítico de teatro da Folha para voltar a dirigir. O texto que eu brinquei de encenar no FIT 2006, o Uroborus, é dele. No FIT deste ano, ele provou pros loucos do +zero que manja também de futebol. Boa sorte, cara.

more about “sérgio salvia coelho entra em espiral…“, posted with vodpod

Escrito por Lucas Pretti

Setembro 28, 2008 em 23:56

Rádio Eldorado, hoje

sem comentários

Participo hoje às 21h na Rádio Eldorado do programa semanal do Link. Falamos de 3G, guerra na Geórgia, o novo Yahoo, Orkut sem azul-bebê e do game olímpico do Sonic e Mario. Ainda rolam umas musiquitchas – Franz Ferdinand, Benadoh, Arnaldo Antunes etc.

Ouça aqui.

Baixe aqui.

Escrito por Lucas Pretti

Agosto 17, 2008 em 14:08

Publicado em Internet, Música

Etiquetado com , , , , , ,

Um dia quero ser índio

sem comentários

Não sei se foi a surpresa por ver algo tão belo de supetão, assim, sem esperar. Ou porque o tempo chuvoso nos deixa mais melancólicos e sonhadores. Mas me emocionei, neste feriado, ao assistir a uma das interpretações de Maria Bethânia para Baila Comigo, de Rita Lee. Vi em DVD. Por sorte está no YouTube:

Escrito por Lucas Pretti

Maio 6, 2008 em 2:31

Publicado em Música

Link, 5/5

sem comentários

Reportagem minha no Link de hoje:

Ex-VJ cria sua própria MTV na web
Perfil do músico e apresentador Thunderbird, ícone do canal de música nos anos 90, que agora entrevista amigos no Thunderview.

Escrito por Lucas Pretti

Maio 5, 2008 em 15:36

Publicado em Auto-jabá, Internet, Música

Vai ter briga de amor

com um comentário

Fui assistir neste domingo a Os Afro-sambas, espetáculo do Coral Unifesp em cartaz só até a semana que vem. Regidos por Eduardo Fernandes e dirigidos por Marcelo Lazzaratto, eles fazer um recorte cênico do álbum de mesmo nome de Vinícius de Moraes e Baden Powell. Sinceramente não conhecia as músicas, de 1966, que explicam a origem e relação dos orixás da Umbanda e Candomblé (um guia bacana sobre cada entidade e a história das lendas pode ser visto aqui). O espetáculo é lindo, didático. E as músicas de uma riqueza rítmica e cultural que só podia ser de Vinícius/Baden.


Veja estes versos de Berimbau/Consolação

“Se não tivesse o amor / Se não tivesse essa dor
E se não tivesse sofrer / E se não tivesse chorar
Melhor era tudo se acabar”

… e um vídeo histórico, de 1979, em que cantam juntos Toquinho, Miúcha, Vinícius e Tom Jobim.

Escrito por Lucas Pretti

Abril 21, 2008 em 2:49

Publicado em Arte, Música

24 horas, 4 caras, 10 músicas, 1 CD

com um comentário

São nove dias atrasado – uma vergonha perto do que vou escrever neste post -, mas não dava para ignorar. Rolou no dia 29/2 um projeto bacana que a Panela Produtora inventou para se lançar no mercado. Eles provaram ser possível produzir um disco em 24 horas. A intenção marqueteira é claríssima, mas que mal há? Durante todo o dia, internautas puderam acompanhar a produção do álbum – da composição das músicas à masterização – por streaming, pela internet. Deu certo, claro. Mesmo porque ninguém alardearia algo que já não estivesse bem planejado.

panela500.jpg

As músicas estão disponíveis para download no site deles, que utiliza ferramentas 2.0 para divulgar a empresa – algo como a agência de publicidade ID\TBWA (relembre neste post). Entre os trabalhos já realizados pela Panela Produtora está a sonorização do Marmitech, podcast sobre comida e comportamento que indiquei aqui.

Bem, a qualidade das músicas ainda é incógnita, vou baixar para ouvir. Se bem que o objetivo do álbum era mesmo a velocidade dos quatro caras envolvidos e não o compromisso com a arte em si. De qualquer forma, idéia original. E coisas inéditas em tempos de Ctrl+C na web merecem louvor.

[Foto tirada do Flickr da produtora]

Escrito por Lucas Pretti

Março 9, 2008 em 20:32

Publicado em Curiosidades, Internet, Música

Tom Zé fala, fala e não se repete

sem comentários

A entrevista com Tom Zé publicada hoje na coluna de Sonia Racy no Cultura/Caderno2 (compositor, aliás, sempre revisitado pelo Estadão – veja outra entrevista recente, esta mais “cotidiana”, neste link) me lembrou algumas referências pessoais sobre ele. Há pouco tempo, o ator Lucílio Bernardes utilizou um depoimento de Tom Zé sobre Rita Lee para exercício de observação em aula de Interpretação Dramática no Célia. Apesar de ter comprado a trilogia em DVD Biograffiti, sobre Rita Lee, não havia assistido ainda ao “extra” com o depoimento do baiano sobre a música 2001 (letra aqui, ouça aqui, baixe aqui).

Tom Zé resume em algumas palavras simples aquela sensação de descobrimento, perplexidade, surpresa e encantamento que nos domina ao ter contato com verdadeiras obras de arte (não no sentido de “clássicos de autores”, mas criações artísticas propriamente ditas, inéditas, intencionais). Ao colocar melodias caipiras para ilustrar a corrida espacial dos idos de 1970, Rita Lee fez “o que só Deus é capaz de fazer”, diz Tom Zé. Na expressão, o conceito escondido: é pela arte que o homem vira Deus.

O vídeo também está no YouTube:

Aliás 1 – Lucílio Bernardes, como Tom Zé, é baiano agora devastador de São Paulo. “Só mesmo um baiano para conseguir resumir São Paulo em uma música”, disse certa vez Tom Zé sobre Caetano Veloso e sua Sampa.

Aliás 2 – Embora por motivos extra-artísticos, também já entrevistei Tom Zé. Foi no dia seguinte à invasão por alunos da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. Ele apoiava o protesto e deu uma aula de política estudantil na entrevista. E me chamou de Luquinhas… Tom Zé fala, fala e não se repete. Leia a entrevista aqui.

Escrito por Lucas Pretti

Março 9, 2008 em 17:38

Publicado em Arte, Epifania, Música

Debut tardio

sem comentários

O jornalista Otávio Dias, que chefia o Link, vai começar a se aventurar pelas artes num show musical com direção e acompanhamento de Cida Moreira. Debut tardio terá quatro apresentações, sempre às quintas-feiras, a partir de 14/2, às 21h, no Viga Espaço Cênico.

Debut Tardio

Escrito por Lucas Pretti

Fevereiro 8, 2008 em 16:22

Publicado em Arte, Música

Todo carnaval tem seu fim

com 2 comentários

Então, pra que chorar?

Escrito por Lucas Pretti

Fevereiro 6, 2008 em 14:32

Publicado em Carnaval, Música

A nova Ana

sem comentários

anacanas300.jpg

Igor Galante tinha razão. No dia 11 de dezembro, fui na dele, postei aqui que todos deveriam guardar o nome de Ana Cañas como nova promessa da música brasileira e eis que, em janeiro, ela explode na mídia. Apenas entre as empresas do Grupo Estado, foram cinco aparições (veja ao lado). A Folha descobriu antes, ainda em dezembro (aqui).

Para quem ainda não conhece, ela canta jazz e tem atitude um pouco contestadora. Daqui 10 anos, segundo disse em entrevista ao Jornal da Tarde, seu sonho é “estar no quarto disco, fazendo muitos shows, bebendo e cantando”.

Selecionei os links das matérias destacadas ao lado:

Ana Cañas na web:

Abaixo, a entrevista na ítegra ao repórter Marco Bezzi no JT:

É sexta-feira, onze da noite. O que você está fazendo?

Antes de lançar o disco, estava trabalhando, cantando na noite. Deixei de cantar há três meses. Hoje eu saio para jantar, beber vinho, conversar com os amigos. Também gosto de ficar em casa assistindo filmes, sou cinéfila. Gosto muito do Martin Scorsese, do Coppola, do David Lynch e do Fellini.

Como a maioria dos que trabalham à noite, você é hipocondríaca?

Não tomo remédio nem quando estou com uma baita cólica. Meu marido tem sintomas, mas eu tenho nóia de tomar remédio. Fico imaginando que aquilo foi criado em laboratório, que vai agredir meu estômago.

No que você gasta seu dinheiro?

Em CD e DVD. Apesar da internet, ainda compro muitos CDs. Outro dia fui comprar três do Morphine e gastei R$ 200. Tenho um iPod, mas tudo que eu baixo nele tenho em casa. Gasto também com sapatos, brincos, colares, sempre pensando nos shows. E com restaurante.

Se você não fosse você, quem gostaria de ser?

Sou fã de Jesus. Se ele existiu mesmo, foi f… , o que ele conseguiu fazer foi lindo. Mas gostaria de ser Che Guevara. Quando era adolescente, li todos seus diários, fiquei completamente enlouquecida.

O que as pessoas que não gostam de você costumam falar?

Que sou muito azeda e agressiva. Mas é por que não sou uma pessoa dada, sou tímida. Às vezes passo de arrogante. Mas tem uma coisa: canto à noite, sou mulher e tem um monte de palhaço que vem falar bobagem com você. Desenvolvi esse lado mais masculino, de não ficar de gracinha. Sou irmã mais velha de quatro homens, estou acostumada ao universo masculino.

Quando está bêbada, o que costuma fazer?

Dou muita risada, choro. A bebida me solta. Falo muita m… e coisas que acabo me arrependendo depois. Às vezes agrido.

Qual foi a última vez que você bateu em alguém?

Faz tempo, na escola. Tinha uma menina de que eu não gostava e no jogo de basquete atirei a bola na cara dela. Quebrei seu nariz e a gente saiu na porrada.

Quem são seus ídolos?

Gente que cria universos poéticos. Como meu marido é artista plástico, admiro muito o Picasso. Na música tem muita gente: Elis Regina, Ella Fitzgerald, Miles Davis, John Coltrane, Jimi Hendrix.

Se tivesse que escolher uma pessoa pra gravar junto, quem seria?

Gosto do Ed Motta, pela coisa do jazz. Já pensei em chamar ele para o meu próximo disco. Internacionais, Amy Winehouse e Regina Spektor.

E no Carnaval, quais são os planos?

Retiro total. Não gosto de ficar na turma do agito. Vou para a praia, Litoral Norte, tipo Barra do Sahy.

Se você tivesse que namorar uma mulher, quem seria?

A Frida Kahlo.

Daqui a 10 anos, como você se vê?

Espero estar no meu quarto disco, fazendo muitos shows, bebendo e cantando.

Toparia posar nua?

Jamais.

Qual era o seu apelido na escola?

Cañas e Me.

Se você pudesse trocar uma parte do seu corpo, qual seria?

Trocaria a minha bunda, ela é enorme. Puxei à minha mãe.

Um artista novo?

Vanguart. Descobri e estou falando pra todo mundo.

Já rolou de alguém achar que você é lésbica?

Muita gente fala. Dessa geração nova, ninguém é. Mas quanto a isso, estou tranqüila. Se a pessoa é legal, qual o problema?

Agora só falta eu ir assisti-la ao vivo. Ela toca às terças-feiras no Bourbon Street Music Club, em Moema, São Paulo. Custa r$ 30 para entrar.

[Post relacionado: Pura rotina, jazz]

Escrito por Lucas Pretti

Fevereiro 1, 2008 em 12:11

Publicado em Arte, Música