Cubo Mágico

aqui tem artes, teatro, cultura digital e crônicas contemporâneas

Archive for the ‘Cinema’ Category

luzes, texturas, fotografias e afins

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Mataram a pau as fotos do Zé Luiz Sampaio no dia da transmissão de Por Conta da Casa.

Assim como a direção de fotografia do Kao:

Por Conta da Casa

Por Conta da Casa

Por Conta da Casa

Por Conta da Casa

Por Conta da Casa

Escrito por Lucas Pretti

Abril 28, 2009 em 0:04

cinema ao vivo

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Fiquei meio frustrado a primeira vez que ouvi falar do Cinema Vivo, na semana passada, porque não os conheci a tempo de divulgar o projeto na matéria sobre teatro digital que publiquei outro dia no Estadão. Mas tudo bem, uma pena, mas foda-se. Pouca gente deve ter lido mesmo. O projeto é tão legal que torço para não precisar da babação da grande imprensa.

A ideia é parecida com a do Teatro Para Alguém, mas voltada para o cinema. Eles vão fazer um filme ao vivo, o Fluidos. As pessoas sentam na sala de cinema, as projeções começam, com cortes, edição, efeitos sonoros etc., mas tudo ao vivo. Os atores estarão em três ou quatro locações ao redor do CCSP e as imagens serão transmitidas pela internet. O que é isso se não teatro ao vivo, como a gente faz, mas com outras regrinhas? Muito boa ideia. Contemporânea. Dialoga com o cerne do teatro digital que discuti na matéria e engrossa o coro de artistas ligados a tecnologia, explorando limites, possibilidades.

cartaz de 'Fluidos'

Certamente fazer um filme ao vivo (ou uma peça, como nós no TPA) não é o mais longe que pode chegar o efeito da internet nas artes performáticas e audiovisuais. Mal é um primeiro passo. São os artistas entendendo o que têm nas mãos. Para daí sim ultrapassar a barreira do suporte/formato para chegar à alguma maturidade de linguagem.

O site dos caras – www.cinevivo.com.br – é um blog. Dá pra acompanhar um pouco do processo de criação por lá. Direção de Alexandre Carvalho.

A exibições ao vivo serão nos diaas 16, 24 e 30 de maio, lá no CCSP, às 14h. Bilheteria abre uma hora antes (a velha mania de não vender a porra dos ingressos pela internet. Quando Sesc e CCSP vão acordar pra isso?).

Vai ser legal.

Escrito por Lucas Pretti

Abril 26, 2009 em 17:39

por favor diga alguma coisa

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Porra. Lindo o curta de animação Please Say Something, de David O’Reilly, que ganhou o Urso de Ouro em Berlim neste ano. Foi o primeiro filme para web a ser premiado lá. Uma gata e um ratinho fazem um casal que não se ouve, em que cada um vive na sua solidão contemporânea — diversa (de diversidade), egoísta e carente. Porra.

Escrito por Lucas Pretti

Abril 23, 2009 em 22:15

Dois curtas

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Ainda em Curitiba (fui ao festival de teatro lá), assisti O Amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence, em cartaz há séculos em SP mas que ainda não tinha conseguido ver. Fiquei impressionado com o elenco, que salva a montagem um tanto burguesa e divercionista de Rubens Ewald Filho (só um comentário, a peça tem méritos). Mas o que me chamou a atenção foi a atriz Ana Carolina Lima. Além de linda, o que neste caso era importante para o papel, consegue variar de estado geral, situação e trazer verdade para sensações e sentimentos absurdos para uma mulher brasileira de hoje. Grande trabalho.

Formada pelo Indac em 2001, ela foi premiada em 2008 no Festival de Paulínia pelo curta-metragem Espalhadas pelo Ar, de Vera Egito. Olha que saboroso o enredo: meninas fumam escondidas na escada do prédio, só de lingerie, porque tiram as roupas para não deixar rastro. Uma moradora mais velha (Ana Carolina) flagra as meninas. Assista:

Espalhadas pelo Ar

Falando em curta, um amigo meu, o Pirajuí (Marcelo Daniel), faz uma pontinha no filme Condomínio. Na verdade o cara é um videomaker, faz uma porrada de “zines” trash em vídeo. É engraçado. Acreditem: a cara dele é a mesma de sempre, hehe. É o de camisa branca aí embaixo. Assista:

o maior cinema do mundo

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Cartazes da filmes na Nigéria

Já ouviu falar em Nollywood? É a indústria tosca de cinema nigeriano que – ouça bem – é a maior do mundo em número de títulos produzidos. Puta história. Não sei como o Lino descobriu isso, só sei que cruzei com ele na Alemanha antes do cara ir pra Lagos, no ano passado. O resultado saiu na Trip deste mês.

http://revistatrip.uol.com.br/173/especial_diversidade/nollywood/home.htm

Dá pra ver alguns no YouTube, como Excess Money, abaixo:

O resto aqui.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 14, 2009 em 21:18

Publicado em Arte, Cinema

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Imersão sem igual

com 7 comentários

Tá. Eu vou fazer propaganda mesmo porque eu nunca tive uma experiência de imersão tão forte, tão intensa, viva e nova como a do Imax hoje. Fui à pré-estreia da nova sala de cinema do Unibanco Pompeia e saí de lá absolutamente embasbacado, encantado, bobo, criança, epifaniado. E olhe que acabei de fazer uma reportagem sobre o futuro do cinema, que aposta em tecnologia, 3D, downloads, etc. Falamos do Imax, anunciamos que a coisa estava para chegar. Em tese eu já sabia o que aconteceria. Mas fui surpreendido, felizmente.

No Imax Pompeia

o óculos invocado

O Imax é uma sala de cinema diferente, 3D, com uma tela gigantesca (14m por 21m). A película é maior e as condições de exibição são todas especiais, com projetor deles, óculos invocado, sala com x metros de altura, x cadeiras no mínimo. Até a gravação do vídeo tem de ser feita com câmeras próprias do Imax. O resultado é que simplesmente você não assiste a um filme, você ESTÁ no filme.

Eu não sou de me empolgar com as coisas. Juro. É uma das coisas mais brilhantes de que já participei. Me senti como os humanos de 1895 diante do trem quase saindo tela dos Lumière. Veja uma foto de divulgação. Dá pra ter ideia do que acontece.

É a primeira sala assim do Brasil, o q nos lembra a dura realidade: estamos 40 anos atrasados. A primeira sala Imax do mundo abriu em 1970. Quando estive em Berlim no ano passado, até poderia ter ido assistir a Viagem ao Centro da Terra lá no Sony Center. Olhe a foto embaixo. Me arrependi.

Imax Berlim

Imax em Berlim

A sala de SP entra em circuito comercial na sexta-feira, acho. O ingresso custará R$ 30, parece. Não é uma coisa para ir todo dia, claro. O filme por enquanto é um documentário sobre a vida no fundo do mar, com imagens impressionantes, belíssimas, assustadoras, entorpecentes, reais. Mais pro meio do ano devem rolar lançamentos blockbusters, principalmente animações.

Na verdade o Imax tem dois defeitinhos chatos. Só rolam filmes dublados (como fazer legendas em 3D?) e não dá pra negar que, no fim do filme, a gente se sente meio vesgo e com uma dorziiiiinha de cabeça. Mas nada comparado àqueles óculos vermelhos e azuis trashs da década de 90.

Meu, vá ver o Imax. Vá ver.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 14, 2009 em 3:24

Publicado em Cinema, Epifania

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métodos

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A matéria na Piauí sobre a ‘preparação de atores’ da Fátima Toledo: http://www.revistapiaui.com.br/edicao_28/artigo_866/Como_nao_ser_ator.aspx

E o comentário do Bortolotto no blog:

Na edição da Revista Piauí desse mês saiu uma matéria sobre a Fátima Toledo assinada pelo meu amigo Emilio Fraia. Tem lá um depoimento meu na matéria. Eu falo o que penso a respeito do método dessa senhora e quem lê esse blog, sabe o que penso. Na matéria, os diretores Sérgio Machado e Karin Aïnouz dizem o quanto são dependentes do método dela e afirmam que quando um ator diz que não aceita o método, eles já despacham o ator e pegam outro. Du caralho. Acho bastante coerente essa atitude deles. Assim como acho coerente o ator que não concordar com o método dessa senhora, cair fora antes do diretor mandar. Jamais trabalharia com essa mulher ou com qualquer diretor que seguir o método dela. Acho que o Sérgio Machado, o Karin ou outro qualquer desses pode muito bem passar sem mim (eles realmente não precisam de mim – ator bom é que não falta por aí), mas em contrapartida eu também não preciso deles. Mas de jeito nenhum. Método de cu é rola.

É aqui que ela ganha dinheiro: http://www.studiofatimatoledo.com.br/. Tenho umas histórias de gente que pirou fazendo o curso dela. Pirou mesmo, saiu caçando borboletas por aí. Sério. Por outro lado, os resultados são indiscutivelmente bons — digo principalmente por O Céu de Suely, um dos melhores filmes que já vi.

Não tenho nada contra nem a favor. Só acho ruim a idolatria, seja pelo Antunes, pelo Barba, pelo Bortolotto, pelo Zé Celso, pela Fátima.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 13, 2009 em 3:54

Link, 5/1

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Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 5, 2009 em 16:31

Publicado em Auto-jabá, Cinema, Tecnologia

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Se vc não vai ao teatro, o teatro vai até vc

com 3 comentários

Saiu em tudo q é lugar em dezembro, mas eu só soube hoje (por causa das férias, talvez?). É um projeto de teatro que me empolgou de início, me fez pensar depois, deu mau humor em ver alguns dos resultados, mas depois alegria em saber que sempre cabe inventividade nas artes cênicas — e por que fechar o olho para o novo?

É o Teatro Para Alguém. A atriz Renata Jesion, de saco cheio de atuar para ninguém e esperançosa de que a internet poderia ajudar quem faz teatro, encomendou textos curtos pro Bortolotto, Antonio Prata e Mutarelli e montou cenas na casa dela. Transformou cômodos em cenários, fundo preto, móveis em objetos de cena. Aí ela marca um dia, transmite ao vivo a peça pela internet, e deixa gravado pra quem quiser assistir depois no site.

Cenas do Teatro Para Alguém

Renata Jesion, Zemanuel Piñero, Mauro Schames, Gilda Nomacce e Iara Jamra em fotos de Nelson Kao

Bom, a primeira coisa mesquinha a se comentar é: que puta casa grande. rs… A segunda é que ela mesma assume que a experiência não é exatamente teatro, já que a câmera “fala” — dá recortes, se movimenta, angula. Mas não é cinema pq, por outro lado, não há edição, montagem. Ok, estamos diante de algo novo, não é uma peça filmada como normalmente se vê.

Os textos curtos obviamente se encaixam pq é foda ficar vendo coisas que nem sempre são dinâmicas na frente do computador. O YouTube fez isso com a gente. Pouca gente aguenta mais de 8 minutos com o brilho da tela e o desconforto da posição. Ainda mais para ver teatro sem “famosos”.

Na minha concepção, o mérito da Renata Jesion não está no fazer-artístico, mesmo porque as intenções das minimontagens não são claras como propostas estéticas nem definidas em alguma “escola” ou etc. Mas foda-se, isso não é o importante, e ela mesma disse isso em entrevista pra Cultura. O lance transgressor do Teatro Para Alguém é trabalhista. Isso mesmo. É alguém tentando mostrar que ser ator é ser profissional. É um ofício, um trabalho, é sério. E que o mercado de trabalho simplesmente não existe fora da teledramaturgia. Ou vc conhece uma “empresa de teatro”? Que pague os atores, diretores, cenógrafos etc. simplesmente para trabalharem? Não valem iniciativas governamentais na resposta. (Aliás, é óbvio que esse projeto não tem patrocínio).

Por isso o Teatro Para Alguém é legal. É mercado de trabalho, é empreendedor, é no mínimo um grito para denunciar quanto o teatro é desvalorizado no País, quanto a platéia não existe e quanto a internet pode ajudar pouco nesse caso (muito diferente da música e do cinema). O lance do teatro é a experiência. Mas cabe experiência no mundo de hoje?

A Renata está tentando uma resposta diferente para isso.

As continuações das séries vão rolar agora em janeiro, depois do dia 6.

Escrito por Lucas Pretti

Janeiro 4, 2009 em 4:24

Nudez

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torse bleu

O Pedro Cardoso conseguiu o que queria. A Veja deu capa nesta semana pro manifesto contra a nudez no cinema que ele levantou há uns meses. O objetivo era a discussão. E discussão está havendo.

Ainda não li, mas aqui está o link aberto: http://veja.abril.com.br/101208/p_148.shtml

Outras opiniões sobre o caso, pra quem quiser mais visões sobre o assunto (em se tratando de Veja, isso é sempre recomendável):

Gerald Thomas – http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2008/10/14/nudez-somos-todos-voyeurs/

Ronaldo Bressane – http://impostor.wordpress.com/2008/11/24/esconde-esconde/

O próprio Pedro Cardoso – http://todomundotemproblemassexuais.zip.net/

Entrevista do cara pro Roberto Dávila:

Independentemente das motivações talvez egoístas e ciumentas do Pedro Cardoso, é uum tema a ser tratado sob o ponto de vista da concepção artística. Não há qualquer problema no nu ou em qualquer outro recurso cênico polêmico. Há quando o que está em questão não é a arte.

O negócio é fazer com que o nu não desconcentre a platéia, que o espectador não veja a atriz pelada atrás da personagem, que a camada de fantasia não se desfaça. Por isso Kubrick é genial. As cenas de suruba de De Olhos Bem Fechados são algumas entre as mais tensas e aterrorizantes da história do cinema. O malabarismo sexual perde para a história. Que bom. Mesma coisa ocorre com Perfume. Não é excitante ver as mulheres nuas. É belo, é cheiroso, tem informação, intenção, dramaturgia. Agora comparemos: você acha que Entre Lençóis, em que a Paola Oliveira se atraca com Gianecchini o tempo inteiro, tem as mesmas pretensões artísticas?

É a mesma coisa quando o beijo de dois atores no palco passa a sensação de que eles estão se curtindo, se pegando, tirando casquinha. A história foi pro saco. Não dá pra competir. É muito melhor ver duas pessoas se beijando, passando a mão, se comendo, do que acompanhar uma narrativa, qualquer q seja. Fui ver um Romeu e Julieta no Célia outro dia e sobrou mãozinha no abdome do cara, sobrou beijinho do cangote da mina. Ridículo, na boa.

Isso sem entrar no mérito de problematizar os nus de celebração do Oficina e o que tem a finalidade de chocar, como nos Satyros. O foda é quando a platéia só paga o ingresso para ver isso. No caso da TV, é de graça.

Escrito por Lucas Pretti

Dezembro 11, 2008 em 16:26

Sons e imagens

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Quatro vídeos que têm me perturbado nos últimos dias:

Escrito por Lucas Pretti

Agosto 25, 2008 em 0:42

Publicado em Cinema, Internet, TV

Link, 4/8

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Escrito por Lucas Pretti

Agosto 4, 2008 em 17:50

Nossa vida não vale um Chevrolet

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Descobri de um jeito estranho que a peça Nossa vida não vale um Chevrolet, do Mário Bortolotto, vai voltar a cartaz em São Paulo, lá no Parlapatões. Para quem não sabe, a peça deu ao Mário o Prêmio Shell em 2000 e foi adaptada para o cinema neste ano com o nome Nossa vida não cabe num Opala, apesar de ter sido bastante modificada (o próprio Mário detestou o trabalho do roteirista Di Moretti). A opinião dele não importou muito aos jurados do Cine PE – Festival Audiovisual do Recife 2008, que deram ao filme os prêmios de melhor longa-metragem, melhor roteiro, melhor atriz, melhor direção de arte e melhor trilha sonora. Ufa.

Voltando ao jeito estranho. Estava no site Ingresso Rápido tentando comprar entradas para A noite dos palhaços mudos e vi que Nossa vida teria a primeira apresentação no dia 1 de agosto – sexta-feira agora, portanto, à 0h. Fica o convite: vá ver.

Só mais uma curiosidade sobre o filme: foi o último trabalho de Dercy Gonçalves, que aos 101 fez o papel de uma velhinha que seria assaltada caso não sacasse um trabuco e ameaçasse o ladrão, sem respeitar nenhuma das falas pré-estabelecidas no roteiro. Lindo isso.

O filme estréia comercialmente quase junto com a peça, no dia 8 de agosto. Provavelmente as duas coisas estão relacionadas.

Escrito por Lucas Pretti

Julho 29, 2008 em 1:50

Publicado em Cinema, Teatro

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Notas rápidas sobre blogs, filme e livros

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A Época publicou nesta semana uma matéria grande sobre blogs e literatura, com enfoque em duas coisas sobre as quais já escrevi aqui (1 e 2) e lá no Estadão, o filme Nome Próprio e o projeto Estrangeiros. A Daniela Abade tinha comentado comigo que conversou com a Gisela Anauate uma semana depois que me deu entrevista, há uns dois meses. Gostei do “gancho” da revista – “Nome Próprio captou o fenômeno dos blogs. Mas eles já mudaram. No lugar do narcisismo, está nascendo uma nova literatura”. Um resumo feliz (se bem que muita gente da panelosfera está mais narcisa do que nunca e só pensa em grana).

Engraçado como Nome Próprio provocou e ainda provoca discussões. A Clarah Averbuck não se decide sobre apoiar ou não o longa baseado em suas obras (ela é contra aqui e se diz mal interpretada aqui). Os blogueiros, em tese retratados no filme, detestaram. Escritores da nova geração, em tese na mesma onda da clara, também criticaram. Leitores e fãs da obra de Clarah ficaram divididos. Críticos de cinema louvaram a qualidade técnica de Murlo Salles e a atuação de Leandra Leal, a única unanimidade da história. Minha opinião está aqui.

Voltando à literatura, a Daniela fez um comentário pertinente outro dia. Disse que “aparecem” na imprensa apenas novos escritores que ousam e arriscam na forma, não no conteúdo. A pauta nunca é “o que” eles estão escrevendo e sim “como” estão. Uma visão a se pensar sobre.

Falando em escritores, na terça-feira tem churrascão na Mercearia São Pedro para relançamento da Antologia Bêbada, dessa vez com projeto gráfico do Dulcinéia Catadora (o nome desse projeto sempre me lembra a Estamira). Quem não sabe o que é clique aqui — e pense sinceramente em ir. Será divertido.

Falando em escritores 2, linda a manifestação do João Ubaldo Ribeiro sobre o Prêmio Camões, que ele ganhou. Falou alguma coisa nessa linha: “Se fosse dizer que não estava esperando ganhar, estaria mentindo. Eu mereço”. Matou a pau. Modéstia, em algumas muitas vezes, é hipocrisia.

Escrito por Lucas Pretti

Julho 28, 2008 em 2:35

Publicado em Cinema, Internet, Livros

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Bate-papo com Clarah e Murilo

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Vídeo na TV Estadão sobre Nome Próprio. Os 10 minutos de conversa foram resumidos em 1. Mas tudo bem.

Detalhe para o contínuo passando atrás com carrinho de supermercado.

Aqui.

Escrito por Lucas Pretti

Julho 17, 2008 em 19:48

Publicado em Auto-jabá, Cinema, Internet