Archive for the ‘Botecologia’ Category
Tristeza não paga dívida
Todo mundo no bar
Janeiro é mês do aniversário de São Paulo, uma cidade aquariana (e portanto anárquica). Entre as tradicionais, uma bem diferente entrou em cartaz neste fim de semana. Chama-se Everybares (em alusão à palavra inglesa “everybody”, todo mundo) e homenageia os boêmios paulistanos. Quem fez as esculturas foram as artistas plásticas Gigi Manfrinato e Sandra Lee. São várias cenas vistas no dia-a-dia de bares da Capital reproduzidas em jornal, cola e gesso. É do lado do metrô São Bento, no edifício Altino Arantes, até dia 7/2. Veja fotos de divulgação:




O trabalho das artistas é antigo e conhecido do público da garoa pelo “traço” marcante dos bonecos. Em agosto do ano passado, elas também expuseram no Sesc da Paulista. Era uma fila de gente na porta do prédio. A instalação se chamava Fila e, na época, tirei fotos lá. Veja:



Aliás, nesta última foto, tente descobrir qual deles é humano.
Cerveja com mel

Notícia publicada hoje pelo G1 fala de uma cerveja feita com mel no interior de Pernambuco, a Melina (link aqui). O bacana disso é que os produtores, Selma de Carvalho e Francisco das Chagas, não querem deixar de ser artesanais. Os 200 litros diários são para consumo exclusivo no restaurante deles, o Delícias da Roça.
Destaquei esta reportagem aqui porque nesta Natal também bebi uma cerveja feita com mel, a Colorado Appia (ao lado). Ela é feita em Ribeirão Preto, segundo o site, desde o “início dos anos 90″, o que leva a crer ser mais antiga que a Melina pernambucana, produzida a partir de 1998. Eis o debate do dia: qual a cerveja com mel mais antiga do Brasil?
Na verdade, pouco importa. O gosto, para quem está acostumado com o sabor mais amargo e “masculino”, não é mesmo dos melhores. Vale tomar pela curiosidade – pelo preço, não: a garrafa de 600 ml da Colorado custa R$ 8,90. Veja o “about”.
Colorado Appia – Trigo e Mel – Esta rara Cerveja de Trigo e Mel distingue-se de todas as outras no mundo por utilizar em sua composição uma mistura equilibrada de méis de abelhas africanizadas e européias. Elaborada artesanalmente com maltes de trigo e de cevada importados, mel, lúpulo, levedura de alta fermentação, além da famosa água do aquífero
Guarany, esta cerveja ligeiramente doce e refrescante revela todas suas qualidades quando degustada bem gelada com uma fatia de limão ou laranja presa à borda do copo. Tem teor alcoólico estimado em 5,5%. [Extraído daqui]
Novos sabores
Marmitech é um podcast sobre “comida e comportamento”, produzido por cinco jornalistas paulistanos. Tem também um blog, um vídeo de apresentação e a chancela de nomes como Cazé e Marcelo Tas. Nasceu de um projeto de conclusão de curso da Cásper Líbero.
Trombei com uma das marmitechs, Natália Garcia, no bar Exquisito, nesta semana, em SP. Entrou no blogroll, ao lado.
O pior drink
É de Jundiaí, do Villa Pizza Bar, o pior drink já degustado por mim em alguns anos de boteco. Chama-se Caneco Flamejante, uma mistura de conhaque, whisky e pinga num copo tipo brandy snifter servido com uma rodela de limão em chamas. Amargo, forte, anti-saboroso. E não adianta misturar guaraná.
Apesar disso, o bar é bastante simpático, escuro, bela decoração de fotografia em inversão e freqüentado por trintões. Porções gostosas (não muito grandes) e pizzas decentes. Chopp Brahma.
O quitute-carro-chefe leva o nome de Alcoólico, uma porção de lingüiça calabresa (bem) apimentada temperada com ervas e frita na cachaça. Vai que é uma beleza, desde que um choppinho esteja por perto para acalmar o ânimo da pimenta.









