Cubo Mágico

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O que um coelhão pode ensinar sobre cultura livre

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Neste final de semana, o cinema deu mais um grande passo na direção da cultura livre, mas nem todo mundo ficou sabendo. Trata-se do open movie Big Buck Bunny, produzido pelo Blender Institute, que ficou disponível para download gratuito no dia 31. Open movie? É a união do cinema ao conceito open source (“código aberto”). É uma maneira nova de encarar a produção de animações, com softwares livres como o Linux, o Gimp e o de imagens 3D e renderização Blender.

Big Buck Bunny (algo como Coelhão Brincalhão em tradução livre, mas os tradutores idiotas das distribuidoras brasileiras talvez chamassem de Uma Vingança da Pesada) é um curta-metragem de quase 10 minutos feito para desenvolver o software de animação Blender, criado e mantido aos moldes do Linux, por uma gigantesca comunidade de programadores ao redor do mundo. Além do filme em si, distribuído gratuitamente, cada etapa do processo de criação também será divulgada (inclusive a produção sonora) — daí o conceito “aberto” do filme.

No extremo, isso significa que você também pode ser um animador. A não ser pela noção estética, uma dedicação monstruosa e algum tempo livre, qualquer um pode baixar de graça o Blender e se arriscar com vídeos em 3D com qualidade profissional. Revolucionário, não?

Se a forma de produção rompe padrões, o roteiro de Big Buck Bunny, não. A fórmula bichinhos fofos numa aventura engraçada é a mesma de sempre, como bem criticou o pessoal do Meio Bit. Independentemente disso, o resultado final é fascinante. O grau de realismo dos personagens, a textura, movimentos e efeitos de iluminação são quase perfeitos, como os melhores estúdios de animação, principalmente em alta definição (mas sua máquina deve ter aceleradora gráfica para rodar).

Antes do projeto do Blender Institute, outro open movie já havia sido produzido, Elephants Dream, dentro do projeto Orange. Depois da música e dos games, o cinema chegou ao universo 2.0.

Baixe Big Buck Bunny aqui.
Baixe Elephants Dream aqui.

Ou assista aqui:

[Post relacionado: Food, Fuck e Fasma, os três 'efes']

Escrito por Lucas Pretti

junho 2, 2008 às 3:21

Uma resposta

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  1. Mesmo que a fórmula seja batida, eu gosto. Afinal, sou doida por animações. Bjão! Érika.

    Érika

    junho 6, 2008 em 23:57


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